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Mantega admite que alta de 4% do PIB não é fácil, mas garante esforço

SÃO PAULO - Um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4% é meta ambiciosa, que não é fácil de ser alcançada, mas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, diz que o governo não poupará esforços para perseguir esse nível de expansão para 2009. Se cruzássemos os braços, (o crescimento) seria de 2% a 2,5%, quem sabe até menos do que isso. Mas como nós vamos trabalhar em conjunto, nós vamos perseguir um crescimento de 4% para 2009, disse o ministro hoje em São Paulo, durante o 7° Construbusiness, organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Valor Online |

Ainda que a confiança dos consumidores esteja menor, o ministro acredita que se as vendas no varejo diminuírem de 14% para 10% ao ano, ainda será uma taxa "chinesa" de expansão. Em relação aos empregos, o ministro já pondera que 2009 terá uma geração de vagas mais modesta do que os 2,2 milhões de postos previstos para este ano, mas não faz estimativas.

Para sustentar o crescimento de 4% no ano que vem, o ministro contará com a manutenção de todos os programas de financiamento e de investimento podendo, "se preciso", até elevar tais aportes como medida anticíclica.

Em sua apresentação, o ministro voltou a colocar que a escassez de crédito para o setor produtivo ainda é um "desafio" a ser enfrentado pelo governo. Mantega calcula que uma fatia de 25% a 30% das necessidades de crédito do empresariado deixou de ser atendida pelos bancos após o agravamento da crise.

Assim como o próprio presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, já havia afirmado há alguns dias, Mantega reiterou que os problemas de empresas brasileiras com derivativos cambiais está sendo sanado. Segundo ele, tais posições estão sendo desativadas e "não representam mais um problema".

Em um evento sobre construção civil, Mantega destacou várias vezes que o Brasil não tem crédito de alto risco como o subprime americano, pois o nível de alavancagem é pequeno, a regulação é forte e como percentual de crédito no país, o setor imobiliário tem apenas 3% do total.

Assim, Mantega acredita que o setor tem tudo para passar pela crise sem maiores problemas, desde que os níveis de investimento sejam mantidos. "O governo dará total apoio para que setor continue crescendo", afirmou o ministro, lembrando dos 8 milhões de empregos concentrados nessa atividade no Brasil.

O ministro acredita que a crise "vai continuar por muito tempo", mas avalia que entre os emergentes mais dinâmicos o comportamento da economia brasileira é melhor. Para Mantega, a inflação já é "assunto de segundo plano" por estar dentro dos limites do sistema de metas. Sobre o lado fiscal, ele disse que a condição também é favorável, permitindo que os R$ 15 bilhões destinados ao futuro Fundo Soberano possam ser usados já no ano que vem.

(Bianca Ribeiro - Valor Online)

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