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Mantega admite desaceleração, mas nega recessão no país em 2009

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse há pouco que não haverá recessão no Brasil, embora o consumo e a atividade tendam a desacelerar em 2009, seguindo a retração nas principais economias mundiais. No Senado, o ministro disse que não dá para subestimar ou superestimar a crise financeira, que terá longa duração.

Valor Online |

Mas ele avalia que ela estaria entrando "numa fase mais amena".

Um dos indícios de que o pico da crise teria passado, segundo o ministro, seria uma retomada das operações interbancárias no mercado internacional e a queda da taxa de juros de Londres (Libor). "Há sinais em várias partes do mundo de que volta a se restabelecer um pouco de confiança", continuou.

"Há sinais, embora eu não tenha certeza, de que a fase mais aguda já passou e acredito que poderemos estar entrando em fase mais amena da crise", declarou Mantega, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Mantega disse ainda que a crise não perdeu a gravidade e, portanto, não se arriscaria a avaliar que a crise já causou todos os estragos que poderia causar. "Não é o caso de desespero; dizer que a economia não vai crescer nada, mas também não é o caso de afirmar que vão se manter todos os planos feitos anteriormente", afirmou.

Segundo Mantega, a arrecadação de impostos deve cair em 2009, mas "não a ponto de desequilibrar" as finanças do país. Até agora, o governo não detectou recuo nas receitas, continuou. "Vamos fechar o ano com contas públicas favoráveis para enfrentar a situação fiscal adversa", declarou Mantega, ao aproveitar para pedir aos senadores a aprovação do Fundo Soberano do Brasil, que passou ontem na Câmara, de modo a poder usar os R$ 14,2 bilhões já alocados no fundo, em caso de necessidade.

O ministro defendeu ainda a Medida Provisória 443, que dá poderes ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal para comprar bancos em dificuldades.

Ele argumentou que se trata de "uma medida de emergência" para uma situação "excepcional", e que não significa "uma sanha estatizante" do governo.

Diante das críticas de senadores sobre a MP 443, baixada no dia seguinte ao comparecimento de Mantega e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles à Câmara, para falar da crise financeira internacional, o ministro afirmou que na semana passada, "a situação dos mercados era muito mais turbulenta" e que nesse cenário de crise, tanto ele quanto Meirelles precisam ficar "atentos para tomar alguma medida eventual" para minimizar os impactos da crise sobre a economia brasileira.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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