Londres, 28 mar (EFE).- Mais de 130 organizações políticas, sindicais e humanitárias participarão hoje de uma manifestação em Londres, que deve reunir milhares de pessoas, para pedir ao Grupo dos Vinte (G20, os países mais ricos e principais emergentes) para colocar as pessoas em primeiro lugar.

Os manifestantes desejam que isso aconteça através da geração de empregos e de um sistema econômico justo e que respeite o meio ambiente.

Sob o lema de "Put people first" ("Coloque as pessoas em primeiro lugar"), ONGs como Greenpeace ou Oxfam, o Congresso de Sindicatos (TUC, que reúne todas as centrais sindicais) ou o artístico RampArt caminharão juntas para expressar suas reivindicações ao G20, que se reúne em 2 de abril em Londres.

Em meio a fortes medidas de segurança, os ativistas, vindos de várias partes do mundo, sairão de Embankment, às margens do rio Tâmisa, e irão até Hyde Park, onde se concentrarão para ouvir discursos.

Os organizadores ressaltaram hoje que os atos são pacíficos, em uma tentativa de reduzir a tensão criada nos últimos dias devido às mensagens de precaução da Polícia às lojas e empresas.

Em comparação com os protestos previstos para 1º de abril na City, o centro financeiro de Londres, que não obtiveram autorização policial e que preveem atos de provocação, a manifestação de hoje foi pensada para atrair o maior número de pessoas de todas as raças, idades e religiões.

"Falamos pelas pessoas comuns, as que perdem o emprego e não podem pagar a hipoteca, as que pagam o pato dos excessos dos banqueiros em um sistema que permitiu que lucrassem às custas dos demais", afirmou à Agência Efe uma porta-voz do TUC.

A Polícia britânica, que na semana também estará encarregada da visita do presidente do México, Felipe Calderón, anunciou um dispositivo de segurança avaliado em 7,2 milhões de libras (7,8 milhões de euros) que colocará mais de 2.500 agentes nas ruas para impedir eventuais distúrbios. EFE jm/db

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