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Manifestação em Washington afirma que capitalismo está morto

Washington, 15 nov (EFE).- Uma centena de manifestantes realizou hoje um cortejo fúnebre em Washington para declarar morto o capitalismo e pedir que a Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes) estimule a criação de empregos e melhore a cobertura do sistema de saúde.

EFE |

Acompanhados de vários músicos, os manifestantes denunciaram hoje o que consideram como o "grande prejuízo" do sistema capitalista, que permite a "avareza corporativa" em detrimento dos países pobres.

"Um funeral para o capitalismo. Finalmente morreu!", dizia um cartaz, adornado com duas caveiras nos dois lados.

"O capitalismo está sendo salvo para quem? Para os ricos e poderosos", dizia outro cartaz.

Alguns manifestantes gritavam palavras de ordem ou carregavam cartazes com mensagens como "Necessidade humana, não a avareza corporativa", "Resistência contra o império americano" e "Parem a avareza corporativa, Trabalhos com Justiça!".

O "desfile fúnebre", liderado por duas mulheres com o emblemático chapéu do Tio Sam, partiu de um parque próximo à sede do Fundo Monetário Internacional (FMI) e seguiu por seis quadras até uma igreja luterana, onde realizarão um "fórum popular".

"Nossa mensagem é que o sistema econômico necessita de uma mudança fundamental. O fundamentalismo do livre mercado prejudicou as famílias dos trabalhadores durante décadas", disse à Agência Efe Ruth Castel Branco, do grupo Trabalhos com Justiça.

O presidente dos EUA, George W. Bush, "pressionou por maior falta de regulamentação (do setor financeiro) e suas políticas provocaram a perda de milhares de empregos", acrescentou a ativista.

Castel Branco afirmou que os trabalhadores foram os mais atingidos pela crise econômica, "mas só prestam atenção quando Wall Street vem abaixo".

Acrescentou que com a chamada "Cúpula do Povo", organizada por cerca de 20 grupos progressistas, os ativistas pedem que o Governo dos EUA e os participantes da Cúpula do G20 fomentem a criação de empregos, melhor cobertura médica e "empregos verdes", compatíveis com o meio ambiente.

Algumas de suas metas são afins à agenda legislativa do presidente eleito dos EUA, Barack Obama, e, segundo a ativista, "a sociedade civil continuará pressionando pelo avanço desses temas".

"Obama não poderá fazer tudo sozinho, precisará do Congresso, mas estaremos ali para continuar pressionado", destacou. EFE mp/wr/fal

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