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Mandelson vê certa flexibilidade em discussões para Doha

BRUXELAS (Reuters) - O chefe do comércio da União Européia afirmou nesta segunda-feira que vê uma certa flexibilidade nas discussões sobre uma disputa que arruinou os esforços para conseguir um acordo para o comércio global em julho, mas ressaltou que ainda é muito cedo para dizer se um pacto é possível. Enviados de potências comerciais discutiram na semana passada um impasse sobre um mecanismo de proteção a países em desenvolvimento contra aumentos de importação de alimentos, e houve alguns sinais encorajadores, ainda que cautelosos, de flexibilidade, disse Peter Mandelson, comissário de comércio da União Européia.

Reuters |

'Ainda é cedo e precisaremos ver se os representantes terão o espaço de manobra de que certamente necessitarão para extrair uma solução técnica que satisfaça todas as partes', disse Mandelson a membros do Parlamento europeu.

O chamado 'mecanismo de salvaguarda especial' para proteger produtores pobres quando o volume de importações sobe ou os preços caem se mostrou um obstáculo incontornável em julho, quando ministros do comércio tentaram estabelecer os elementos centrais da Rodada de Doha na Organização Mundial de Comércio (OMC), que já dura sete anos.

Os EUA disseram na ocasião que as exigências de proteção dos países em desenvolvimento, Índia em particular, negariam a seus produtores a chance de exportar para novos mercados.

Mandelson disse que outros temas opuseram obstáculos ao acordo na OMC, incluindo cortes de subsídios ao algodão, sobretudo nos EUA, além da disposição da China de abrir seus mercados ainda mais e o comércio global em bens manufaturados em geral.

Ele ainda disse que um novo encontro entre ministros, similar às fracassadas negociações de julho, será necessário nas próximas semanas, antes que as eleições em países importantes tornem qualquer acordo impossível.

Além da eleição norte-americana em novembro, a Índia deve realizar eleições em breve.

Mandelson reiterou que um colapso definitivo da Rodada de Doha feriria seriamente a confiança no sistema de comércio global e prejudicaria outras negociações internacionais, especialmente sobre mudanças climáticas.

'Um colapso definitivo da Rodada de Doha, se tivermos que encará-lo, feriria seriamente a confiança no sistema de regras comerciais da OMC e a futura abertura de mercados, e teria um efeito de cascata significativo no sistema multilateral como um todo', disse ele.

(Por Williams Schomberg)

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