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O grupo alemão de veículos industriais MAN manifestou nesta quarta-feira seu otimismo com relação às negociações com seu acionista Volkswagen para cooperar na fabricação de caminhões no Brasil.

Ao mesmo tempo, no entanto, admitiu que não obteve avanços para uma aliança com a Scania.

As discussões sobre uma colaboração com a VW para a fabricação de caminhões na América do Sul são "positivas", indicou um porta-voz da MAN à AFP, confirmando declarações recentes do presidente da divisão de caminhões da MAN, Anton Weinmann.

"É possível que assinemos um acordo", indicou.

Por outro lado, as conversas para uma tríplice aliança com a Scania e a Volkswagen não avançaram segundo o porta-voz.

A idéia se consolidou em março, quando a VW comprou 68% do fabricante de caminhões sueco Scania. A VW já era então primeiro acionista da MAN, com 30% de seu capital.

A VW desenvolveu uma gama de caminhões ligeiros no Brasil, que precisam de uma nova tecnologia oferecida pela MAN.

Com isso, a MAN entraria no Brasil e na América do Sul, sem prejudicar a Scania, que continuaria fabricando caminhões médios e pesados,

"Estamos vendo boas oportunidades numa cooperação com a Scania e a Volkswagen no Brasil", insistiu Weinmann em Hanover.

"Mas não houve nenhuma discussão a respeito", destacou.

O presidente da Volkswagen, Martin Winterkorn, indicou em julho passado que as discussões sobre esta aliança seriam retomadas no outono boreal.

O presidente do conselho de vigilância do fabricante automobilístico, Ferdinand Piech, pediu várias vezes a criação de um pólo de caminhões dentro do grupo, o que criaria um novo gigante europeu do setor.

A Volkswagen vem enfrentando fortes pressões de seu próprio acionista, o especialista dos carros esportivos Porsche, que já possui 35% do grupo e ambiciona ter a maioria de suas ações em novembro.

len/lm