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MAN compra a Volks Caminhões

Em meio à crise que afeta a indústria automobilística mundial, o grupo alemão MAN, segundo maior fabricante de caminhões na Europa, anunciou ontem a aquisição de 100% das ações da Volkswagen Caminhões e Ônibus do Brasil, um negócio de 1,175 bilhão. A transferência ocorrerá em 1º de janeiro e o pagamento será feito com dinheiro próprio, informou o presidente da MAN, Hakan Samuelsson.

Agência Estado |

A compra não tem nenhuma ligação com a crise, disse o executivo. Também não deve refletir em corte de produção, de investimentos ou demissões na fábrica de Resende (RJ). Segundo Samuelsson, pertencer a um grupo global, cuja especialidade é a área de caminhões e ônibus, abrirá novos mercados para a marca brasileira - que será mantida pelo grupo -, principalmente em países emergentes.

"A América Latina e o Brasil, em especial, são mercados em crescimento e queremos fazer parte disso", afirmou Samuelsson, acrescentando que a estratégia do grupo no longo prazo é expandir os negócios fora da Europa.

A fábrica brasileira será a 16ª do grupo, que já tem linhas produtivas em sete países, entre os quais Alemanha, Índia, Polônia e Turquia, mas opera em mais de 100 mercados mundiais.

Em telefonema ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comunicar o negócio, o executivo afirmou ter sido cumprimentado por acreditar no País.

A unidade de caminhões do Brasil era a única desse segmento pertencente à também alemã Volkswagen AG desde 1981. A Volkswagen AG detém 29,9% das ações da MAN e cerca de 70% da Scania.

No Brasil, a Volkswagen é a maior fabricante de veículos e não perderá esse posto nem mesmo com a venda da divisão de pesados, pois segue como principal exportadora de carros e comerciais leves do País. Em vendas internas, a marca está atrás da Fiat.

"A empresa terá maior sinergia, ganho de escala e expansão de negócios com a introdução de produtos complementares da MAN no País", disse Roberto Cortes, presidente da Volkswagen Caminhões e Ônibus, que será mantido no cargo.

Segundo o executivo, a empresa vai analisar, além da importação, oportunidades de produzir localmente peças e veículos com a marca MAN.

A sinergia entre as duas empresas deverá render, em três anos, uma receita anual de 50 milhões, resultante de vendas, redução de custos e troca de componentes.

O grupo MAN tem pequena atuação na América Latina, nas área de motores a diesel para estaleiros e turbinas. Fatura globalmente 14 bilhões, com vendas de 100 mil veículos,e tem 50 mil empregados.

A Volkswagen brasileira vai adicionar a esses números faturamento de 2 bilhões, vendas de mais de 50 mil veículos e 5 mil funcionários - da montadora e dos fornecedores que operam no complexo fluminense.

A Volkswagen tem uma moderna fábrica que opera no sistema modular em Resende, inaugurada em 1996. Mantém ainda duas unidades de montagem no México e na África do Sul, que operam com peças enviadas do Brasil e também passam para o controle da MAN.

Cortes afirmou que, em princípio, o plano de investimento de R$ 1 bilhão para o período 2008/2012, para ampliação da produção e novos produtos, será mantido. Outros R$ 1 bilhão estavam previstos para o período 2013/2018. "Talvez não tenhamos de investir tanto quanto planejávamos", disse, já que a estratégia previa unidades na China, Índia e Rússia, onde a MAN já está presente.

Para Cortes, a crise atual é passageira. "Acreditamos que em 2010 o mercado voltará a crescer". Já Samuelsson vê 2009 e 2010 como "anos problemáticos" para o setor automotivo na Europa.

Em 2006, a Volkswagen Caminhões e Ônibus produziu 37 mil veículos, volume que saltou para 47 mil em 2007 e para 54 mil este ano, das quais 9 mil unidades serão exportadas. Para 2009, a projeção varia de alta de 5% a queda de 5%.

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