O empresário Marco Antonio Audi, destituído pela Justiça da sociedade na VarigLog, disse ontem que vai abrir mais um processo contra o advogado Roberto Teixeira, seu ex-procurador. Ao declinar do convite para também depor na Comissão de Infra-Estrutura do Senado, Teixeira incluiu Audi no rol de pessoas moralmente desqualificadas, que ocupam o banco dos réus pela prática dos mais diversos crimes - de sonegação fiscal à participação na morte de centenas de pessoas.

Audi, Marcos Michel Haftel e Luiz Eduardo Gallo, estes dois últimos também sócios destituídos da VarigLog, passaram, segundo Teixeira, para a condição de acusadores e até mesmo julgadores.

"Não sei o que o Roberto Teixeira quis dizer com isso (morte de centenas de pessoas), vou tentar entender e processá-lo", afirmou o empresário. Como a morte de centenas de pessoas pode qualificar genocídio, os senadores procuraram descobrir do que se tratava tal afirmativa. Mas ninguém achou a resposta. Fez-se até um exercício a respeito do acidente do avião da Gol, que no dia 29 de setembro de 2006 chocou-se com um jato Legacy da Embraer sobre a Floresta Amazônica. Na ocasião, morreram 154 pessoas. Mas a Gol só comprou a Varig em março de 2007, seis meses depois do trágico acidente.

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