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Mais um banco fecha nos EUA e crise financeira dá sinais de agravamento

A crise financeira apresentou novos sinais de agravamento nesta sexta-feira, com o fechamento durante a madrugada, do banco americano Washington Mutual (WaMu), enquanto as preocupações aumentam nos mercados pelo impasse sobre o plano de resgate americano discutido pelos parlamentares democratas e republicanos.

AFP |

Aumentando o clima de tensão, vários grandes bancos centrais anunciaram simultaneamente na manhã desta sexta-feira novas medidas para trocar liquidez entre eles com mais facilidade e alimentar assim seus sistemas bancários respectivos.

O Washington Mutual, que já estava em dificuldades, foi fechado na madrugada de quinta para sexta-feira pelas autoridades americanas, que decidiram fazer o JP Morgan Chase recomprar uma parte de suas atividades.

O "WaMu", com sede em Seattle (Oeste), era o sexto banco americano em ativos. Ele foi particularmente afetado pela crise do setor imobiliário.

Os analistas definem o fechamento do Washington Mutual como a maior falência de um banco nos Estados Unidos.

Os mercados financeiros continuam vivendo no ritmo das negociações sobre o plano de resgate bancário em discussão entre o governo americano e a maioria democrata no Congresso.

Apesar de o acordo ter chegado perto de um final feliz na quinta-feira à tarde, foi tomado por muito pessimismo à noite em Washington. Conseqüência, as Bolsas que haviam fechado em alta ontem, voltaram a operar no vermelho nesta sexta-feira na Ásia e na Europa.

Londres, que fechou em alta de 1,99% na véspera, perdia 1,07% nesta sexta-feira. Na mesma tendência, o CAC-40 parisiense caía 1%, depois da alta espetacular de 2,73% da quinta-feira. Em Tóquio, o Nikkei fechou nesta sexta-feira em baixa de 0,94%.

Os mercados americanos não tiveram tempo de reagir à patinagem das negociações políticas em Washington. O índice Dow Jones terminou ontem em forte alta de 1,82%.

O presidente da comissão bancária do Senado, o democrata Christopher Dodd, havia anunciado quinta-feira que os dois partidos do Congresso tinham chegando a um acordo fundamental sobre uma série de princípios". Mas nada de concreto foi anunciado.

"Acredito que acabaremos assinando um acordo, mas ainda temos que trabalhar muito para isso", declarou o candidato democrata à eleição presidencial, Barack Obama. Ele deu suas declarações ao sair de um encontro na Casa Branca com o presidente George W. Bush e o candidato republicano, John McCain. Esta reunião não teve os resultados esperados.

Pressionados pelos republicanos para adotarem rapidamente o plano de resgate do secretário do Tesouro, Henry Paulson, os americanos insistem em pedir medidas de ajuda às famílias.

Na manhã desta sexta-feira, o Federal Reserve americano, o Banco Central Europeu e seus colegas britânico e suíço anunciaram uma extensão de seus acordos excepcionais, os chamados "swap", usados para enfrentar a crise.

No mercado interbancário, as taxas aumentaram fortemente nos últimos dias, traduzindo a preocupação generalizada e tornando mais caro o dinheiro para os bancos.

po/lm

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