Mais potência nem sempre é sinal de maior qualidade Por Jocelyn Auricchio São Paulo, 08 (AE) - Na hora de escolher seu equipamento de som, muito cuidado com a forma que a potência do som é apresentada. Até pouco tempo atrás, a potência PMPO era vendida como potência real, um tremendo golpe de marketing.

Na medida PMPO não existe um critério definido de aferição, pois cada fabricante cria a sua própria metodologia de medição.

PMPO é a sigla em inglês para "potência de saída para pico musical". Essa medida, além de pouco confiável, não reflete na realidade o quanto de energia elétrica é convertida pelo amplificador do aparelho de som em áudio.

De algum tempo para cá, os fabricantes mais sérios passaram a adotar a medida RMS (potência real, que é a tradução para o termo matemático "root mean square" em inglês) para classificar a potência de seus aparelhos. O padrão RMS mede potência contínua e potência efetiva e é mundialmente aceito como medida de potência padrão para equipamentos de som.

Por isso, é comum ver aparelhos de marcas pouco conhecidas estampando números inacreditáveis de potência PMPO. Um fabricante sério, que ofereça um bom aparelho de som, não precisa mentir sobre a sua potência real.

O mais importante em um aparelho de som, seja ele um home theater ou mini-system, é a capacidade de propagar som sem distorções, mesmo em volumes mais altos.

Para apartamentos e quartos menores, 200 W de potência RMS são mais que suficientes. Se o ambiente for maior, pode ser interessante investir em aparelhos mais potentes, mas lembre-se sempre que existe um vizinho vivendo perto de você. Não seria bom se ele tivesse tanta potência, certo?

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