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Mais fechado ao exterior, Brasil sofrerá menos

A relativamente pequena exposição da economia brasileira ao comércio exterior vai limitar, na avaliação da equipe econômica do governo, os efeitos sobre o Brasil de uma maior desaceleração dos países ricos, onde está localizado o epicentro da crise financeira. Segundo essa avaliação, a China sofrerá mais os efeitos da crise do que o Brasil, pois tem uma elevada integração com as economias dos Estados Unidos, Japão e União Européia (UE), conhecido como G3.

Agência Estado |

As exportações chinesas para o G3 representaram 48,8% das vendas externas totais da China em 2007, de acordo dados da Organização Mundial do Comércio (OMC). Isso significa que as exportações chinesas para esses três países corresponderam a 18,3% do Produto Interno Bruto (PIB) da China, calcula o Banco Central (BC).


O último relatório trimestral de inflação do BC, divulgado na segunda-feira, traz um box sobre a evolução recente das maiores economias mundiais e as tendências para o crescimento global. O relatório analisa a elevada integração das economias do G3 com a China e observa que as importações do Japão e da UE são "importante fonte de suporte à expansão das exportações americanas e das exportações da China".

A exposição da China ao comércio exterior é muito grande, pois suas exportações correspondem a 37,4% do PIB. No Brasil, as exportações correspondem a 12,1% do PIB. "O Brasil é uma economia bastante fechada, uma das mais fechadas entre as principais economias do globo", lembrou o diretor de Política Econômica do Banco Central, Mário Mesquita, na entrevista em que foi divulgado o relatório trimestral de inflação.

As exportações brasileiras para o G3 representam 22,9% do total das vendas externas do País. Isso significa, segundo Mário Mesquita, que as exportações para o G3 correspondem a apenas 2,8% do PIB brasileiro.

Esses dados mostram não apenas a reduzida exposição da economia brasileira ao comércio exterior, mas também a grande diversificação de parceiros comerciais. As relações comerciais do Brasil que mais cresceram nos últimos anos foram com os países da América Latina e com novos mercados.

Um maior desaquecimento da economia da China, no entanto, poderá ter uma repercussão negativa sobre a economia brasileira, pois a expansão da demanda chinesa é a maior responsável pelo aumento da demanda mundial por commodities agrícolas e metálicas. Por isso, uma redução da demanda chinesa, em razão de uma desaceleração mesmo que reduzida de seu crescimento, terá repercussão direta no preço das commodities, o que afetará a balança comercial brasileira.

De acordo com o relatório do Banco Central, a expansão da demanda da China representou 71,2% do aumento da demanda mundial por minério de ferro, 79,5% por soja, 94% por níquel, 85,2% por petróleo e 35,6% por trigo, para citar apenas alguns produtos. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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