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Mais de 30 aéreas foram suspensas do sistema de pagamento da Iata

GENEBRA - Nada menos de 31 companhias aéreas já foram suspensas do sistema de pagamento de US$ 360 bilhões da Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo) porque não podiam mais pagar suas faturas. Foi o que revelou o presidente da Iata, Giovanni Bisignani, ao apresentar hoje cedo um quadro trágico do setor, com prejuízo líquido de US 5 bilhões este ano e de US$ 2,5 bilhões no ano que vem. Os valores das ações de companhias aéreas declinaram 60% desde o ano passado. Os dados da Iata mostram que, na verdade, o estacionamento de aparelhos explodiu para mais de 200 por mês em setembro e outubro comparado a 2, em média, no passado.

Valor Online |

Nos últimos três meses, a entrega de novos aparelhos caiu para menos de 90 por mês, com companhias adiando ou cancelando encomendas. Além da queda no número de passageiros, as empresas não conseguem financiamentos.

A Iata não vai, porém, ao ponto de prever novas disputas na Organização Mundial do Comércio (OMC) entre construtores aeronáuticos, para conceder financiamento subsidiado a fim de vender seus aparelhos, como aconteceu entre Embraer e Bombardier e, mais recentemente, entre Boeing e Airbus.

Bisignani disse que, felizmente, alguns governos estão entendendo a situação do setor. Após três anos de campanha, o Brasil reduziu as taxas de carburante para companhias aéreas em US$ 400 milhões, cifra que explica um limitado prejuízo das empresas operando na região.

A Iata calcula que as perdas das companhias aéreas da América Latina vão dobrar para US$ 200 milhões no ano que vem, afetadas pela recessão dos Estados Unidos e queda no mercado de commodities.

Globalmente, as companhias de aviação devem ter uma perda de US$ 2,5 bilhões em 2009, a metade dos US$ 5 bilhões previstos para este ano. Todas as regiões, com exceção dos Estados Unidos, deverão ter prejuízos em 2009 maiores do que em 2008.

(Assis Moreira | Valor Econômico para Valor Online)

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