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Mais da metade dos habitantes do Zimbábue precisa da ajuda alimentar da ONU

Cerca de 7 dos 13 milhões de habitantes do Zimbábue precisam de ajuda humanitária para sobreviver até a próxima colheita, em abril, o que supõe um aumento de 35% em relação à estimativa do ano passado, anunciou nesta quinta-feira o Programa Mundial de Alimentos (PMA).

AFP |

"A situação se deteriorou desde nossa última estimativa, que foi de 5,1 milhões de pessoas carentes de ajuda alimentar. Além disso, a situação se degrada a uma velocidade que não estava prevista", afirmou o porta-voz do PMA para África austral, Richard Lee.

O PMA prevê distribuir ajuda a esses 5,1 milhões de pessoas, enquanto outras organizações se dispuseram a doar comida para 1,8 milhão de habitantes até abril, acrescentou.

Mas a organização se verá obrigada a dividir pela metade as rações de cereais, ou seja, cinco quilos por pessoa e por mês para poder atender a todos que têm fome no país.

Inicialmente estas porções eram de 12 kg foram reduzidas para 10 kg e agora o serão pela metade. Além de cereais, são distribuídos feijões e óleo para cozinhar.

O setor agrícola do Zimbábue, que antes fornecia cereais à região, agora está completamente desorganizado por uma reforma agrária feita de maneira precipitada e violenta em 2000, que obrigou a partida do país de mais de 4.000 fazendeiros brancos.

A economia do Zimbábue sofre de um marasmo total desde 2000 e atualmente está marcada por uma queda total de sua produção, uma inflação que chega a porcentagem de milhões e um desemprego que afeta 94% da população.

gs-chp/cn

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