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Mais da metade dos americanos que renegociaram hipotecas está inadimplente

Washington, 8 dez (EFE) - Cerca de 53% dos americanos cujas hipotecas foram renegociadas este ano para facilitar o pagamento não conseguiu se manter em dia com as faturas e voltou à inadimplência, disse hoje o Governo dos Estados Unidos.

EFE |

Seis meses após obter termos mais vantajosos para enfrentar a dívida hipotecária, 53% dos proprietários já estavam atrasando os pagamentos, de acordo com John Dugan, presidente do Escritório do Controlador da Moeda, uma agência de regulação bancária.

Segundo ele, muitos proprietários foram incapazes de fazer frente às notas imediatamente após obter a ajuda.

Assim, 36% dos beneficiados tinha contas pendentes apenas três meses depois da renegociação de sua hipoteca para reduzir os juros, o capital ou alongar o vencimento.

Estes números colocam em xeque a efetividade dos processos de renegociação, que muitos democratas defendem no Congresso como uma medida indispensável para que o setor imobiliário saia do buraco.

A questão "tem ramificações importantes para a crise de despejos de inquilinos e para as medidas sobre a modificação das hipotecas que os legisladores, sem dúvida, aprovarão nas próximas semanas e meses", disse Dugan em discurso em um fórum sobre moradia em Washington.

O presidente do Comitê dos Serviços Financeiros da Câmara Baixa, Barney Frank, defendeu hoje em entrevista ao canal de televisão "Bloomberg" a melhora dos termos das hipotecas, incluindo uma redução do volume total de dívida do proprietário.

Frank disse que o Congresso não aprovará o desembolso de US$ 350 bilhões em fundos contra a crise para o Departamento do Tesouro até que exista um acordo sobre medidas para reduzir a onda de despejos de inquilinos vivenciada pelo país.

A renegociação de dívidas foi feita principalmente pelas gigantes hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, que sofreram intervenção do Governo, enquanto os bancos privados hesitaram a renunciar ao valor total das hipotecas estendidas.

Dugan ressaltou no discurso que não está claro se o alto nível de inadimplência entre as pessoas que receberam ajuda se deve a que os pagamentos mensais continuavam sendo excessivos para sua renda, se ao mesmo tempo cresceram suas outras dívidas ou se simplesmente não têm poder aquisitivo para viver nas casas onde moram. EFE cma/db

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