Gaza, 10 abr (EFE).- Mais da metade da Faixa de Gaza, habitada por 1,5 milhão de palestinos, segue às escuras pelo segundo dia consecutivo devido à falta de combustível na única usina elétrica do território.

Gaza, 10 abr (EFE).- Mais da metade da Faixa de Gaza, habitada por 1,5 milhão de palestinos, segue às escuras pelo segundo dia consecutivo devido à falta de combustível na única usina elétrica do território. Moradores de Gaza disseram que desde ontem de manhã, quando os operários apagaram as quatro turbinas, a energia elétrica ainda não foi restituída. A falta de fornecimento de energia se deve a uma nova crise entre os dois Governos palestinos, o do movimento islâmico Hamas em Gaza e o da Autoridade Nacional Palestina (ANP) na Cisjordânia, governado por Mahmoud Abbas. Ambos não entram em acordo sobre o pagamento da eletricidade. O Governo de Gaza denunciou ontem que seus rivais da Cisjordânia reduziram o fornecimento semanal de 2,2 mil metros cúbicos para 750, o que provocou o apagão. Já o Governo de Ramala confirmou o corte de energia com o argumento de que Gaza não faz o pagamento pela eletricidade e usa o dinheiro para pagar funcionários e mecanismos do Governo. "Estamos fazendo todos os esforços para resolver o problema, mas não podemos sempre responder a todos os compromissos", disse Ghassan Khatib, porta-voz do primeiro-ministro da ANP, Salam Fayyad. Segundo Khatib, "a usina de Gaza não envia ao Tesouro palestino o dinheiro que cobra dos consumidores e, portanto, cabe à ANP pagar a dívida", que nem sempre pode enfrentar. A ANP argumenta que desde novembro vem pagando dois terços da conta de combustível para produzir eletricidade em Gaza, depois que a União Europeia deixou de fazê-lo para destinar os fundos a ajudar a famílias pobres. EFE saar/sa
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