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Mais baratos, netbooks ganham mercado com a crise

A indústria de computadores se prepara para uma queda nas vendas este ano, aqui e em todo o mundo. Entretanto, os netbooks, micros portáteis menores e de baixo custo, devem vender mais.

Agência Estado |

E por dois motivos. Primeiro, por serem um tipo de produto razoavelmente novo, com vendas relativamente modestas no ano passado. Depois, pelo preço reduzido e pela portabilidade, que atraem quem já tem outro computador.

A Positivo Informática foi pioneira no País, com o lançamento da linha Mobo em maio de 2008. Ontem, a taiwanesa Asus, a primeira no mundo a apostar comercialmente nos netbooks, anunciou a fabricação local de dois modelos do seu Eee PC. A montagem dos micros foi terceirizada para a Visum, de Curitiba. A Dell planeja lançar um modelo no País nas próximas semanas e a HP, dois modelos, provavelmente em abril. A Itautec espera entrar nesse mercado até o fim do trimestre e outras fabricantes também preparam lançamentos no Brasil.

"Muitas famílias das classes B, C e D já têm desktops (computadores de mesa)", afirmou John Chen, gerente-geral da Asus no Brasil. "Acreditamos fortemente que o Eee PC pode ser o primeiro laptop para eles." Segundo o executivo, que chegou há 10 meses ao País para iniciar a operação local da Asus, a crise pode ajudar o crescimento dos netbooks, num momento em que pessoas e empresas buscam máquinas mais baratas.

Nem tudo o que é possível fazer num PC pode ser feito num netbook. Jogos mais recentes, por exemplo, que exigem muita memória e processamento, não rodam no netbook. Mas o laptop barato funciona bem em atividades mais comuns, como textos, planilhas de cálculo, apresentações, navegação na internet e correio eletrônico. Os netbooks não têm drive de CD e DVD, mas permitem a conexão de leitores externos, além de pen drives e outros dispositivos de memória.

No ano passado, foram vendidos somente 150 mil netbooks no Brasil, segundo a consultoria IT Data. "Esse número representou 3,5% dos computadores portáteis vendidos", disse Ivair Rodrigues, diretor de Estudos de Mercado da consultoria. Para este ano, a previsão é que cheguem a 7% do total dos notebooks. E a projeção para as vendas de portáteis é de crescimento em 2009, apesar de ser esperada uma queda nas vendas totais de PCs, que incluem máquinas de mesa e laptops.

Cerca de 60% dos netbooks comprados no Brasil em 2008 chegaram ao País via contrabando, de acordo com a IT Data. As opções legais eram a Positivo e a Asus, ainda via distribuidor. Com os lançamentos de netbooks previstos para os próximos meses, esse quadro deve mudar.

"O consumidor hoje busca mais comodidade do que capacidade de processamento ou memória", apontou Ribeiro. "No desktop, o consumidor está olhando primeiro o tamanho do monitor e se tem recepção de TV. O netbook é atrativo por ser mais leve e fácil de carregar - ele pode ser levada numa bolsa sem chamar a atenção do ladrão."

O netbook foi uma evolução da idéia do professor Nicholas Negroponte, um dos criadores do Media Lab, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), de desenvolver laptops de US$ 100 para crianças. Negroponte fundou a organização sem fins lucrativos One Laptop per Child, para fornecer essas máquinas para governos, enquanto empresas como a Asus levaram o conceito para o mercado de consumo.

Recentemente, a revista The Economist publicou uma matéria sobre os netbooks e citou a Lei de Moore. Gordon Moore, cofundador da Intel, previu em 1965 que o número de componentes em um chip dobra em 18 ou 24 meses. Até agora, a indústria aproveitou a tendência para oferecer, a cada período, um computador duas vezes mais potente, pelo mesmo preço. Os netbooks são uma indicação de que os consumidores preferem um computador igual, mas pela metade do preço. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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