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Maioria dos DIs recua na BM F após Focus e relatório de inflação

SÃO PAULO - Em meio a uma piora significativa do mercado acionário e de dólar no Brasil, o segmento de juros andou na contramão e corrigiu as taxas mais líquidas para baixo, prevendo juro menor no curto e médio prazo. A redução da previsão de inflação verificada no Boletim Focus e no relatório trimestral de inflação, divulgado hoje pelo Banco Central (BC), contribuíram para o movimento.

Valor Online |

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, apontava baixa de 0,10 ponto percentual, a 12,27% ao ano. O vencimento janeiro 2011 fechou em queda de 0,16 ponto percentual, a 12,57%. Janeiro de 2012 projetava 12,81%, recuo de 0,17 ponto percentual.

Entre os contratos curtos, o vencimento para janeiro de 2009 foi o único a corrigir a taxa para cima, com alta de 0,03 ponto percentual, para 13,51% ao ano. Fevereiro de 2009 caiu 0,01 ponto percentual, para 13,39% ao ano e julho próximo caiu 0,03 ponto percentual, para 12,82.

Até as 16h10, antes do ajuste final de posições, foram negociados 200.830 contratos, equivalentes a R$ 17,472 bilhões (US$ 7,323 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 108.725 contratos, equivalentes a R$ 9,657 bilhões (US$ 4,047 bilhões).

Agentes de mercado avaliam que as sinalizações de que o ajuste do juro está próximo se acumularam desde a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na quinta-feira, e ganharam impulso adicional hoje, com o Boletim Focus e o relatório trimestral de inflação.

Rodrigo Nassar, analista da Hencorp Commcor Corretora, afirma que um dos dados relevantes revisados pelo Focus foi a redução da estimativa para a inflação acumulada em 12 meses, que caiu pela terceira semana consecutiva. Nesta edição a previsão de alta para o IPCA no período em análise é de 5,04%, ante 5,21% apurados no relatório antecedente.

"O Focus trouxe uma leitura de maior tranqüilidade para o cenário de inflação. O Banco Central não vai mais suportar por muito tempo manter o juro onde está", avalia.

Para Flávio Serrano, economista sênior do BES, o Relatório de Inflação deixou clara a perspectiva do Banco Central de desaceleração do crescimento, com alta de PIB projetada a 3,2%. Essa projeção associada a um dólar de R$ 2,40 e Selic em 13,75% ao ano permitiu que a previsão de inflação oficial em 2009 ficasse bem próxima do centro da meta, em 4,7%.

Segundo Serrano, com a inflação convergindo para a meta no ano que vem mesmo com o dólar mais valorizado, o mercado entende que o BC terá que corrigir a Selic, já em janeiro, em função da desaceleração rápida e forte da atividade gerada pela crise internacional.

"O mercado ainda mostra divisão entre a possibilidade de corte de 0,25 ponto percentual e de 0,50 ponto percentual já em janeiro", diz Serrano, reforçando que a dúvida do BC sobre a intensidade do arrefecimento da economia local deve ser esclarecida com os dados divulgados até a próxima reunião do Copom, em janeiro.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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