Rio de Janeiro, 12 dez (EFE).- Das indústrias brasileiras, 97% consideram que serão afetadas de alguma forma pela atual crise financeira internacional, embora para 62% delas os efeitos que serão moderados, segundo uma pesquisa realizada em novembro pela Fundação Getulio Vargas entre executivos de 1.

112 indústrias do país e divulgada hoje.

Segundo a Pesquisa da Indústria deste prestigioso centro privado, 62% dos entrevistados consideram que sua empresa será afetada de forma moderada pela crise, 21% que serão de forma intensa e 14% de forma suave.

As piores expectativas foram manifestadas pelos industriais do setor de produtos alimentícios, já que 38% deles esperam efeitos intensos, e pelos do setor de papel e celulose, entre os quais 34% esperam efeitos intensos.

"Entre as indústrias do setor alimentício, as mais pessimistas são as que produzem matérias-primas agrícolas e exportam boa parte do que produzem", disse o coordenador do Núcleo de Pesquisas e Análise Econômicos da FGV, Aloísio Campelo.

Também esperam os piores efeitos como conseqüência da crise as indústrias de material de transporte (23%), mecânica (22%) e metalurgias (18%).

Na outra ponta estão as indústrias que produzem bens não perecíveis e que se mostraram mais otimistas.

Dos industriais do setor de farmacêutica 37% esperam sofrer efeitos moderados e apenas 8% temem conseqüências mais graves.

Entre os fabricantes de produtos de perfumaria e higiene, 36% esperam efeitos mais suaves e apenas 1%, efeitos mais intensos. EFE cm/rr

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