As bolsas européias terminaram em leve alta, com exceção de Frankfurt, após uma sessão volátil, recebendo suporte de um programa de compra de commercial papers anunciado pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano) perto do fim do pregão. Apesar disso, os investidores ainda mostram preocupação com a economia mundial e com o setor bancário e há expectativa de redução na taxa de juros pelo Banco da Inglaterra na quinta-feira, medida que poderia acalmar as tensões no mercado, segundo operadores.

"Nós realmente precisamos de cortes agressivos nas taxas de juros, na minha opinião, mas ainda não há sinais de que as autoridades dos bancos centrais seguirão a iniciativa do banco central australiano", disse Jeremy Batstone-Carr, diretor de pesquisas da Charles Stanley em Londres. O banco central australiano cortou a taxa básica de juros em 1 ponto porcentual.

"Qualquer corte na taxa deve provocar um rali no curto prazo", disse Christian Tegllund-Blaabjerg, estrategista do Saxo Bank na Dinamarca. "Tudo agora depende da resposta das políticas à crise do crédito".

Perto do fim da sessão, os mercados europeus receberam um leve impulso com a divulgação de um programa do Federal Reserve para suavizar o aperto de crédito de curto prazo por meio da aquisição de commercial papers. "O plano certamente aborda um problema que poderia ser grave e devolve confiança ao mercado de ações", disse o economista Kevin Logan, da Dresdner Kleinwort.

Em Londres, o índice FTSE 100 terminou em alta de 16 pontos, ou 0,35%, em 4.605,2 pontos. O setor bancário britânico registrou queda significativa após a notícia de que Royal Bank of Scotland (RBS), Lloyds TSB e Barclays pediram auxílio ao governo do Reino Unido. As ações do RBS caíram 39,23%, o Barclays recuou 9,24% e o Lloyds perdeu 12,93%.

As mineradoras subiram, incentivadas pelo enfraquecimento dos receios sobre a diminuição na demanda por commodities. A Eurasian Natural Resources avançou 8,18%, a Anglo American 2,98% e a BHP Billiton 1,59%.

O índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, terminou em baixa de 60,38 pontos, ou 1,12%, a 5.326,53 pontos. No entanto, operadores enxergam os primeiros sinais de um piso para o mercado, argumentando que os futuros do DAX operam de lado. "Este é um bom sinal, porque mostra que a pressão das vendas desapareceu", disse um trader. Entre os bancos, o Commerzbank caiu 14,20% e o Deutsche Bank 8,94%. As ações da Volkswagen, que chegaram a registrar alta de até 50% durante a sessão, encerraram em queda de 1,83%.

Em Paris, o índice CAC-40 avançou 20,24 pontos, ou 0,55%, para 3.732,22 pontos. O BNP Paribas subiu 1,37%, o Crédit Agricole 0,36%, e o Société Générale 0,03%. O Dexia, que anunciou uma nova equipe na gerência, recuou 13,31%. As ações do setor petroleiro tiveram recuperação, acompanhando a alta nos preços do petróleo. A Total subiu 3% e a Vallourec 5,04%.

O índice IBEX-35, da Bolsa de Madri, avançou 136 pontos, ou 1,27%, para 10.862 pontos. O Banesto subiu 4,87% após divulgar os resultados do terceiro trimestre. O Santander caiu 2,91%. As informações são da Dow Jones.

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