Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Maiores bancos centrais do mundo combatem falta de liquidez

Fernando A. Busca.

EFE |

Tóquio, 18 set (EFE).- Os seis principais bancos centrais do mundo anunciaram hoje "medidas coordenadas" contra a falta de liquidez nos mercados financeiros globais, para enfrentar a escassez de financiamento em dólares no planeta e decidiram injetar até US$ 180 bilhões.

O Federal Reserve (Fed, banco central americano), o Banco Central Europeu (BCE), o Banco (central) do Japão (BOJ), o Banco da Inglaterra (autoridade monetária britânica), o Banco (central) do Canadá e o Banco Nacional Suíço coordenaram uma série de medidas para atenuar "as elevadas pressões sobre os mercados de financiamento em dólares a curto prazo".

O Fed ampliará em US$ 180 bilhões a capacidade de troca de divisas com os outros bancos centrais para que estes possam conceder financiamentos em dólares às entidades comerciais de seus respectivos países.

As entidades responsáveis por elaborar a política monetária das principais economias do mundo lançaram hoje este golpe de efeito em meio ao pregão na Ásia, onde muitas bolsas da região registravam queda, que chegavam a ser de mais de 7% em alguns casos.

No entanto, o anúncio serviu de bálsamo, depois que as pequenas injeções de capital feitas pelos bancos centrais durante três dias não conseguiram dissipar o medo de uma paralisação do mercado interbancário.

Assim, o Fed e os outros bancos centrais se apresentam como últimos fiadores da solidez do mercado financeiro global.

As medidas anunciadas chegam quando o terremoto financeiro vivido nos últimos dias em Wall Street começou a ameaçar entidades de outros países.

Por exemplo, a ameaça de grave crise obrigou hoje o banco britânico Lloyds TBS a adquirir o Halifax Bank of Scotland (HBOS) em uma operação que contou com a intervenção do primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown.

Os percalços vividos nos últimos dias por muitos dos maiores bancos de investimento e seguradoras de Wall Street causou a perda de confiança até mesmo nas entidades que a princípio apresentavam uma contabilidade saudável.

O exemplo deste fenômeno é o fato de o Fed ter ido ao resgate da seguradora AIG, a maior do mundo, mas que passava por um momento delicado.

Diante da possibilidade de que a esclerose do sistema financeiro americano se contagie, e diante da reticência das entidades financeiras privadas de emprestarem dinheiro entre si, o Banco da Inglaterra e o BCE anunciaram hoje a liberação de US$ 40 bilhões.

O Banco do Canadá anunciou injeções de US$ 10 bilhões e o Banco Nacional Suíço um máximo de US$ 15 bilhões.

Já o BOJ fez um acordo com o Fed para uma troca de divisas no valor de US$ 60 bilhões para fornecer empréstimos em moeda americana no mercado japonês.

A decisão dos grandes bancos centrais do mundo - dos quais apenas um é asiático - foi anunciada com as bolsas européias recém abertas e pouco após o fechamento do índice Nikkei, do Japão.

A Bolsa de Tóquio fechou hoje em baixa de 2,21%, um valor limitado a princípio, apesar de os investidores japoneses observarem uma queda ininterrupta do Nikkei, que já se aproxima dos 11 mil pontos.

As bolsas chinesas, inclusive a da ex-colônia britânica de Hong Kong, ameaçavam uma queda violenta durante todo o dia, mas salvaram o dia com perdas mais brandas.

O Hang Seng, após seis dias seguidos de quedas, chegou a estar em baixa de 7,9% em alguns momentos do dia, mas a intervenção dos bancos centrais inverteu a tendência e o índice de Hong Kong terminou com uma ligeira alta.

O anúncio dos bancos centrais, no entanto, não chegou a tempo para o fechamento do Kospi, da Coréia do Sul, que caiu 2,3%, além das baixas de mais de 7% registradas pelos grandes bancos locais.

EFE fab/ev/fal

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG