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Maior beneficiada com crescimento de 2007 foi classe média, aponta estudo

Uma fatia maior da população brasileira obteve, em 2007, poder aquisitivo para consumir mais. A queda na desigualdade e o avanço da classe média foram os principais destaques do ano passado, na opinião do professor do Centro de Pesquisas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (CPS/FGV), Marcelo Neri.

Marcela Campos, do Último Segundo |

Acordo Ortográfico Os dados que embasaram essa conclusão constam do estudo "Miséria e a nova classe média na década da desigualdade", organizado por Neri e divulgado nesta sexta-feira.

O trabalho, que utilizou cruzamento de microdados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Pnad, do IBGE), aponta que o ano passado pode ser visto como um bom retrato do período 2001-2007, já que o ano alcançou taxas médias de crescimento econômico e desenvolvimento social.

De acordo com o professor, em 2007 destaca-se uma aceleração na redução da desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres ¿ que ele classifica como inédita na história documentada do Brasil. 

Neri explica que os maiores beneficiados pelas mudanças recentes não são os mais pobres, nem os mais ricos, mas a nova classe média. Com crescimento de 4,4% ao ano, o segmento se expande mais rapidamente do que cresce a renda média ¿ que evolui em uma base de 2,2% ao ano e 2,5% na década. Hoje, 47% da população brasileira pertence a esse segmento social, ante 37% em 1997. 

Pobreza

A queda da pobreza em 2007 foi de 5,6% - taxa menor do que nos últimos anos, mas duas vezes superior ao ritmo necessário para o alcance das "Metas do Milênio". É interessante observar também que, por trás disso, está o aumento do emprego com carteira assinada, mais que o incremento proporcionado por programas sociais, ressalta o professor.

"Só de 2006 para 2007, 1,5 milhão de pessoas cruzaram a linha da miséria (abaixo de R$ 135 mensais per capita)", afirma. Ele lembra que, segundo o levantamento, em 2007 a classe dos miseráveis abrangia 18,11% do total da população brasileira, sendo que em 2006 essa fatia era de 19,18%.

"De 2001 até 2007, muitos miseráveis saíram da classe E e nem passaram pela classe D: foram direto para a classe C, que nós consideramos classe média", afirmou. "Se tivermos mais dez anos como 2007, teremos um Brasil muito melhor, com uma sociedade mais equilibrada e menos desigual, conclui Neri.

O CPS/FGV considera como classe E famílias com renda mensal entre zero até R$ 768. Por sua vez, as famílias de classe D seriam com rendimento entre R$ 768 até R$ 1.064. Já a classe média abarcaria renda mensal entre R$ 1.064 até R$ 4.591.

(Com informações da Agência Estado)

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