SÃO PAULO - Um aumento global da aversão a risco nesta terça-feira está gerando a fuga dos investidores das bolsas e das commodities para o dólar e os títulos americanos. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também está sendo duramente afetada por esse movimento, ficando abaixo de 66 mil pontos. Próximo das 12h35, o Ibovespa, que registrou mínima de 64.698 pontos, recuava 2,86%, aos 65.

SÃO PAULO - Um aumento global da aversão a risco nesta terça-feira está gerando a fuga dos investidores das bolsas e das commodities para o dólar e os títulos americanos. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também está sendo duramente afetada por esse movimento, ficando abaixo de 66 mil pontos. Próximo das 12h35, o Ibovespa, que registrou mínima de 64.698 pontos, recuava 2,86%, aos 65.202 pontos, na menor pontuação desde 10 de fevereiro (65.051 pontos). O giro financeiro movimentado está em torno de R$ 4,66 bilhões. "O mercado hoje está com uma aversão a risco forte. Tivemos vários países da Europa sofrendo com a saída de recursos, então as moedas estão piorando e o investidor está retraído, vendendo posições mais arriscadas", pontuou o gestor de renda variável da Infinity Asset, George Sanders. Segundo ele, não houve nenhuma notícia específica para desencadear o aumento das preocupações dos agentes."O mercado está com medo de que o pacote da Grécia seja apenas o primeiro e que não tenha recursos para todo mundo", ressaltou. Em Wall Street, as bolsas também amargam perdas expressivas. Há instantes, enquanto o índice Dow Jones recuava 2,01%, o S & P 500 cedia 2,25% e o Nasdaq caía 2,98%. No mercado local, em meio à queda dos preços das commodities, as blue chips despencavam, dando maior força para o desempenho da Bovespa. Há instantes, as ações PN da Petrobras giravam R$ 680,4 milhões, com queda de 3,46%, a R$ 30,41, enquanto os papéis PNA da Vale caíam 3,37%, a R$ 43,82, com volume movimentado de R$ 823,5 milhões. Ao fim da primeira etapa de negócios, dentre as ações que integram o Ibovespa, apenas as ON da Redecard operavam no campo positivo, com valorização de 0,20%, a R$ 29,20. No sentido oposto, lideravam as perdas do índice os papéis ON da MMX, com queda de 5,18%, a R$ 12,25, as ações ON da Telemar, com desvalorização de 4,80%, a R$ 29,70, e os papéis PN da Bradespar, com recuo de 4,65%, a R$ 37,08. Além disso, as ações ON da Agre também apresentavam queda expressiva, com baixa de 4,53%, a R$ 7,78. Já os papéis ON da PDG declinavam 2,61%, a R$ 16,02. A empresa foi comprada pela PDG Realty, que irá disputar com a Cyrela a liderança do mercado imobiliário brasileiro. Segundo reportagem publicada na edição de hoje do Valor, não há dinheiro envolvido na operação. Será uma compra com troca de ações, na qual a PDG incorpora 100% da Agre. Em valor de mercado, a nova empresa nasce praticamente empatada com a Cyrela: R$ 8,8 bilhões (R$ 2,4 bilhões da Agre e R$ 6,4 bilhões da PDG) contra R$ 8,9 bilhões da Cyrela. No front cambial, na direção contrária à do mercado acionário, o dólar ganha força sobre as principais moedas. Há pouco, a divisa americana era negociada a R$ 1,756 na venda, alta de 1,38%. (Beatriz Cutait | Valor)

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