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Maingear, fundada por brasileiros, fabrica computador nos EUA

A empresa de computadores americana Maingear Inc., apesar de ainda pequena, é uma colecionadora de prêmios.

Agência Estado |

É considerada a melhor companhia de computadores de alto desempenho do país. Suas máquinas são frequentemente eleitas as melhores do mundo para aplicações profissionais - ou para serem usadas por maníacos por jogos de computador - por algumas das revistas de informática mais respeitadas como C-Net, Computer Shopper, Digital Trends, CPU, Games for Windows e Hot Hardware. E, apesar da trajetória de sucesso que sugere uma história parecida com a de nomes como Michael Dell ou Steve Jobs, a Maingear tem uma peculiaridade: é uma empresa fundada e dirigida por dois brasileiros.

Wallace Santos, 25 anos, nascido em Governador Valadares (MG) e Jonathan Magalhães, 44 anos, de Belo Horizonte, chegaram aos EUA por caminhos diferentes. Santos mudou-se há 23 anos para o país com os pais José e Maria Santos. Diz que o pai, caminhoneiro, conseguiu visto de trabalho, o que possibilitou a mudança da família. Fez o ensino primário e secundário na pequena cidade de Kearny. Adolescente, trabalhava depois da escola numa loja de jogos eletrônicos, experiência que usaria alguns anos mais tarde em sua empresa. Estudou engenharia de sistemas no Cittone Institute, em Edison, Nova Jersey.

Jonathan emigrou primeiro para o Canadá, em 1984, onde estudou francês, inglês e concluiu o curso de engenharia estrutural na Universidade de Toronto. Mudou-se para os EUA em 1994, após conseguir emprego em uma empresa canadense que tinha filiais no país.

O caminho dos dois se cruzou em um curso de programação para computadores, em meados de 1994. Santos tinha apenas 12 anos e frequentava as aulas em companhia de um amigo, Giovani Solari, que hoje também faz parte da equipe da Maingear. "Desde os 10 anos de idade, já fazia cursos de informática; montei minha primeira máquina aos 13 anos", diz. Magalhães lembra que era interessante ver os adolescentes numa classe de adultos. As famílias ficaram amigas e sempre conversavam sobre o projeto de abrir um negócio. "O Wallace sempre me dizia: temos de montar um negócio nessa área, porque não é muito explorada."

Com um capital inicial de US$ 150 mil, a Maingear Inc. foi registrada em setembro de 2002. Em novembro do mesmo ano lançou a primeira linha para gamers - como são conhecidos os fanáticos por jogos -, com três modelos diferentes. "Começamos timidamente porque o nicho de mercado era altamente competitivo. O gamer é um cliente muito exigente, entende tudo sobre computador e sabe usá-lo em sua totalidade", diz Magalhães.

Em meados de 2003, veio a primeira de muitas premiações, dada por um programa de tecnologia exibido na televisão americana, o The Screen Savers. Em 2006, o site Hard Consumer, especializado em testar máquinas e serviços das empresas, elegeu a Maingear a "Boutique Computer Manufactures" do ano.

"Eles compravam nossas máquinas anonimamente e avaliavam desde a eficiência de website, passando pela forma com que o produto era confeccionado, entrega, serviço técnico e a satisfação do cliente", conta Magalhães.

A Maingear vende desktops, notebooks, media centers e workstations. Usa os componentes mais sofisticados dos grandes fabricantes mundiais em seus equipamentos. Seus computadores chegam a ter 12 gigabytes de memória e disco rígido de 4 terabytes - números muito superiores aos das máquinas convencionais. Como esses computadores são em geral usados em condições extremas, a empresa desenvolveu um sistema de refrigeração a água para evitar superaquecimentos.

Ainda é uma empresa pequena: são apenas 12 funcionários que montam cerca de 250 máquinas por mês. A receita gira em torno de US$ 1 milhão por ano. "Todo mundo se surpreende quando vê o nosso tamanho. Pelo barulho que fazemos, acham que somos bem maiores", diz Santos.

Segundo ele, em 2007 a empresa recebeu uma oferta de compra de US$ 6 milhões de uma empresa rival. "Era uma boa oferta, mas achamos que tínhamos condições de crescer muito mais."

O Brasil é o próximo alvo da Maingear. A empresa deve iniciar operações de venda no País no segundo semestre. "Somos brasileiros, considerados os melhores aqui nos Estados Unidos. São nossos parceiros e clientes que dizem isso. Queremos agora levar isso também para o Brasil", diz Santos.

As informações são da edição de domingo do jornal O Estado de S. Paulo

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