Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Magazine Luiza revê planos de expansão para São Paulo

O Magazine Luiza, terceira maior rede varejista de móveis e eletroeletrônicos do País, revê os planos de expansão na capital paulista e já admite que irá ajustar o quadro de funcionários no primeiro trimestre deste ano. Estamos esperando o resultado da Liquidação Fantástica (marcada para amanhã) e o desempenho de janeiro para definir o tamanho do ajuste, afirma o diretor de Vendas e Marketing da rede, Frederico Trajano.

Agência Estado |

Apesar de ainda não ter fechado o plano de expansão para este ano, ele diz que a meta de abrir mais 50 lojas em São Paulo em 2009, chegando em dezembro com 100 pontos-de-venda na capital paulista, não será cumprida. "Estamos prevendo um primeiro semestre bem difícil", diz o executivo. Ele calcula que as vendas nesse período em relação a 2008, comparando as lojas já existentes, vão ter somente a correção da inflação. A expectativa era crescer 10%.

A mudança nos planos da companhia foi provocada pela reviravolta no cenário macroeconômico, que começou no fim do ano passado com a crise de crédito. Até outubro, o faturamento crescia na faixa de 15% em relação ao ano anterior. Em novembro e dezembro, essa taxa caiu para um nível bem menor e oscilou entre 3% e 4% na comparação anual. No Natal, houve um empate nas vendas, levando-se em conta o mesmo número de lojas. Isso frustrou a perspectiva de ampliar em 10% os negócios. "Conseguimos crescer 25% em 2008 por causa dos dez bons primeiros meses do ano e das 46 lojas em São Paulo", conta Trajano. Mesmo assim, o faturamento anual, de R$ 3,3 bilhões, ficou aquém dos R$ 3,4 bilhões previstos.

Apesar do cenário ainda incerto, Trajano pondera que o ajuste no quadro de pessoal pode ser marginal, com a realocação de funcionários entre as lojas. De qualquer forma, desde dezembro as contratações na empresa estão proibidas. Com 12 mil empregados espalhados entre seis centros de distribuição e 447 lojas, a rotatividade do pessoal é da ordem de 20%. Segundo o executivo, o ajuste do quadro de pessoal pode ser feito sem demissões, deixando que a rotatividade normal da mão-de-obra elimine o excesso.

Na prática, a freada no ritmo de crescimento de vendas ocorrida no último bimestre de 2008 ampliou o volume de produtos que será ofertado na 16ª edição da tradicional Liquidação Fantástica da rede, que será amanhã. Segundo Trajano, a empresa terminou o ano com nove dias a mais de estoque, o que é significativo para o capital de giro. O executivo observa que a liquidação deste ano também será usada para equilibrar esses volumes adicionais.

"Na crise, criam-se boas condições para a compra", afirma. A expectativa da empresa é faturar R$ 70 milhões com a megaliquidação deste ano, 15% a mais em relação ao evento de 2008. No total, serão oferecidos 2,3 milhões de itens, entre móveis, eletrodomésticos, eletrônicos, brinquedos, utilidades domésticas e eletroportáteis, com preços abaixo do normal. Alguns produtos terão até 70% de desconto.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG