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Luxo teme perda do consumidor emergente

Para não perder a porta de entrada dos potenciais e futuros consumidores de sua linha de luxo, a Audi, empresa automobilística que importa carros no Brasil, correu para garantir uma promoção nos atuais tempos de crise. Vai manter o modelo mais popular de sua linha, o Audi A3 Sportback (R$ 120 mil), com financiamento direto da própria companhia. O cliente paga metade à vista e o restante em suaves 24 prestações, como informa o diretor da empresa, Paulo Pereira.

Agência Estado |

Com isso, quer estimular o que os profissionais que trabalham com grifes glamourosas chamam de "experiência da marca". Ou seja, permitir que o contato com um dos produtos do seu portfólio estimule outras compras. Nos arquivos das empresas de luxo, há registro de conquistas de consumidores em investidas do gênero. O Audi R8 - modelo mais caro da empresa, que custa cerca de R$ 750 mil - é vendido apenas à vista. Mesmo assim, as unidades trazidas para o País estão vendidas.

O tamanho do faturamento de bens de luxo no Brasil é projetado em 1% do mercado global, estimado em US$ 450 bilhões segundo estudo da Boston Consulting Group. Há, segundo Carlos Ferreirinha, dono da MCF Consultoria, especializada no setor de luxo, cerca de 800 mil consumidores no segmento. São pessoas com renda mensal de cerca de R$ 25 mil e concentradas na cidade de São Paulo.

Patrícia Assui, gerente geral da Tiffany & Co. no Brasil, reconhece que os primeiros clientes a fugir das lojas que vendem artigos de luxo não são os milionários, mas aqueles que podem comprar um ou outro objeto de desejo. Diz, porém, que não sentiu reflexos disso nas duas lojas que a companhia mantém aqui. Não se viu obrigada a importar mais peças de prata, em vez de diamantes, que são mais caras.

"Tenho monitorado diariamente a planilha de vendas e acho que a crise poderá nos favorecer", diz ela. "Os brasileiros viajaram muito e com isso fizeram compras lá fora. Com o dólar alto, as viagens se reduzem e as compras passam a ser feitas aqui."

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