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Luxemburgo diz que crise na Bélgica não afeta resgate do Fortis

Bruxelas, 20 dez (EFE) - O Governo luxemburguês afirma que sua decisão de nacionalizar parte do Fortis e de vender o grosso do negócio bancário no país ao banco francês BNP Paribas não foi afetada pelas decisões judiciais e pela crise política originada pela renúncia do Governo belga.

EFE |

O ministro do Tesouro, Luc Frieden, lembrou hoje que o Estado luxemburguês passou a controlar 49,9% do capital do Fortis em uma operação conjunta com a Bélgica e a Holanda, em setembro, para salvar a entidade da falência.

Os negócios bancários do grupo em Luxemburgo pertencem, desde então, "de forma direta a Luxemburgo e indireta à Bélgica", e isso não muda pela crise registrada nos últimos dias.

Por outra parte, o Governo luxemburguês continua elaborando, ao lado do BNP Paribas, a entrada deste último no capital do BGL, novo nome do Fortis em Luxemburgo, o que reforçará ainda mais o banco luxemburguês.

A atual ausência de um Executivo belga atrapalha, no entanto, o relançamento da divisão de Luxemburgo do banco islandês Kaupthing.

Frieden esclareceu em comunicado que o acordo obtido nesta sexta em Paris para que a intervenção de um consórcio de investidores árabes permita a recuperação da entidade ainda precisa da aprovação do Estado belga.

Hoje, no momento em que o rei Alberto II recebeu, às portas do palácio de Belvédère, vários líderes políticos, um pequeno grupo de clientes do Kaupthing se manifestou para pedir que o Governo -teoricamente ainda interino- se reúna e aprove o acordo.

No entanto, um analista político esclareceu à rádio pública "RTBF" que, apesar de o Governo ser interino, à espera de que o rei aceite oficialmente sua renúncia, não está capacitado atualmente para tomar decisões estratégicas. EFE mrn/db

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