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Lupi quer vincular crédito oficial à manutenção de emprego

BRASÍLIA - O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, vai sugerir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que os bancos oficiais passem a exigir a manutenção de empregos como uma das condições para a liberação de crédito às empresas. Ele criticou duramente setores que receberam benefícios fiscais, como as montadoras de veículos, e mesmo assim estão demitindo.

Valor Online |

"O governo está dando isenções vultosas de impostos e abrindo investimentos para salvar algumas empresas, então não é justo que elas continuem demitindo", disse Lupi.

"Não é uma atitude inteligente do empresário, que obteve altos lucros nos últimos anos, não distribuiu esses lucros ao trabalhador, e agora penaliza o trabalhador", prosseguiu o ministro.

Depois de receber sugestões da União Geral dos Trabalhadores (UGT) para garantia do emprego nesses tempos de crise mundial, o ministro do Trabalho afirmou que a punição para alguns setores que receberam a ajuda oficial "é não dar crédito, porque não pode o governo colocar dinheiro do contribuinte para ajudar determinadas empresas, e elas continuarem com as demissões".

Já para o ministro das Relações Institucionais, José Múcio, sem a redução do redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para as montadoras, "talvez a situação fosse ainda pior", com número maior de demissões.

Lupi insistiu que o governo deve exigir a garantia de emprego dos tomadores de crédito oficial. "Os conselhos de administração dos bancos oficiais devem exigir contrapartidas sociais", disse o ministro.

Questionado sobre a forma legal de adoção de tal medida, o ministro disse que discutiria o assunto com o presidente Lula, com quem tem uma audiência marcada no fim da tarde de hoje.

O ministro do Trabalho disse ainda já ter dado o primeiro passo para exigir que a manutenção do emprego de empresas beneficiadas com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviços (FGTS) e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), cujos conselhos ele preside.

Ele informou que semana passada baixou uma portaria criando um conselho tripartite, com representantes do Ministério, empresas e sindicatos, para monitorar a garantia de emprego por quem toma recursos do FAT e do FGTS.

"Essa é uma primeira etapa: vamos monitorar a liberação desses créditos para que sejam vetados a quem está demitindo", disse Lupi. Ele sinalizou que uma ação posterior pode ser a criação de "uma lista negra" das empresas que dispensem empregados, mesmo sendo beneficiadas com incentivos fiscais e crédito mais barato de instituições financeiras estatais. 

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