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Lupi quer contrapartida de empresas no emprego

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, voltou a defender nesta terça-feira a exigência de contrapartidas sociais - como manutenção dos empregos - das empresas que forem beneficiadas pelas ações do governo, como desoneração de impostos e liberação de recursos para empréstimos. Diante das recentes notícias de que empresas como a montadora GM estão demitindo trabalhadores, apesar da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) até 31 de março na venda de veículos novos, Lupi afirmou que não há motivos para algumas empresas demitirem.

Agência Estado |

 

E completou: "Não pode o governo brasileiro investir bilhões de dinheiro público para empresas saírem de dificuldades e ainda assim essas empresas continuarem demitindo", afirmou Lupi, em rápida entrevista na porta do Ministério do Trabalho, após receber representantes da União Geral dos Trabalhadores (UGT), que levaram ao ministro propostas de ações por parte do governo para interromper o ritmo das demissões.

Uma das sugestões do central sindical é a exigência de que as empresas que receberem recursos ou benefícios públicos sejam obrigadas a garantir contratualmente os empregos. Segundo Lupi, ainda não há uma decisão sobre como isso pode ser feito, mas citou como exemplo de "incentivo" a alternativa de suspensão do crédito, caso ocorram demissões.

Caged

Lupi afirmou também que não o assusta a informação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de que em novembro houve uma queda de 0,6% no nível de emprego industrial, em relação a outubro de 2008. Segundo ele, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que registra as demissões e contratações com carteira assinada, já havia sinalizado, em novembro, que o volume de contratações foi menor. "Não me surpreendeu (dado do IBGE). O governo está tomando medidas e teremos que tomar outras para reverter isto", disse.

Sobre o resultado do Caged em dezembro, que só deverá ser divulgado na próxima semana, Lupi negou que já exista uma estatística de que 600 mil postos de trabalho teriam sido fechados, no último mês de 2008. Segundo o ministro, essa estatística ainda não está pronta, mas reconheceu que o dado "vai ser maior que a média". Tradicionalmente, o mês de dezembro registra em média o fechamento de 300 mil vagas no mercado de trabalho.

FAT e FGTS

O ministro informou que já foi criado no Ministério do Trabalho, mas que ainda está sendo formado, um comitê de acompanhamento integrado por representantes do governo, empresários e sindicalistas, para monitorar o volume de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que estão sendo liberados para empréstimos às empresas. Segundo ele, o objetivo é ter a informação sempre precisa do volume de recursos que estão sendo liberados desses fundos para ajudar as empresas a lidar com os reflexos da crise financeira internacional.

Lupi disse que se encontrará ainda hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma "conversa geral". O encontro, que não estava previamente agendado, ocorre um dia depois de a montadora a GM anunciar demissões de 744 funcionários temporários, na fábrica em São José dos Campos (SP).

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