O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, informou hoje que, apesar de o saldo total de empregos no Brasil ter sido negativo em janeiro, o mês passado foi o que apresentou o segundo maior índice de contratação, com 1.216.

550 empregados admitidos. Ele ressaltou que o volume de trabalhadores contratados no mês passado só perde para janeiro de 2008, quando foram admitidos 1.308.922 empregados. O saldo total foi negativo, em 101.748 vagas fechadas, porque o número de demitidos em janeiro foi de 1.318.298.

"Este resultado de 102 mil negativos não é bom para o País, mas há uma demonstração inequívoca de melhora. Nenhum país do mundo está tendo o nível de contratação do Brasil", afirmou.

Ele comparou os dados de janeiro com dezembro de 2008, quando, segundo ele, foram contratados 887.229 empregados. "Isso mostra uma reação na cadeia de contratação", afirmou. O ministro ressaltou que em oito Estados brasileiros o resultado do nível de emprego foi positivo e que houve reação em quatro setores da economia: construção civil, serviços, administração pública e serviços industriais de utilidade pública.

Lupi avaliou que, se tivesse havido agravamento da crise financeira internacional, haveria aumento no número de demissões e diminuição das contratações.

O ministro informou ainda que o número de empregados demitidos que pediram o seguro-desemprego em janeiro seguiu a média do mesmo mês no ano passado. Em janeiro de 2009, 597.411 desempregados pediram o benefício, enquanto que em janeiro de 2008 este número foi de 599.590.

Como os trabalhadores têm prazo de 120 dias depois de demitidos para pedir o benefício, estes números podem não representar o contingente de trabalhadores que perderam seu emprego em dezembro, quando foram fechadas 654 mil vagas. Ele admite a possibilidade deste número de pedidos crescer em fevereiro e março.

Lupi defendeu a ampliação do seguro-desemprego somente para alguns setores, como foi aprovado na semana passada pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat). "Não se pode dar tratamento igual a setores diferentes", disse o ministro. O Ministério do Trabalho ainda definirá quais setores terão direito à ampliação do número de parcelas do seguro-desemprego de cinco para sete meses. O critério principal será o impacto da crise financeira.

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