O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, destacou hoje que a criação de empregos formais na primeira metade do ano foi recorde no País

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, destacou hoje que a criação de empregos formais na primeira metade do ano foi recorde no País. No período, foram criados 1.473.320 postos de trabalho com carteira assinada. Até então, o resultado mais expressivo de janeiro a junho de um ano havia sido verificado em 2008, quando chegou a 1.361.388 vagas.

No ano passado, com o impacto da crise financeira internacional sobre a economia brasileira, o acumulado de empregos criados no período foi de apenas 299.506 empregos formais. Especificamente em relação a junho, foram criadas 212.952 vagas, o segundo melhor resultado para o mês da história, perdendo para junho de 2008, quando atingiu 309.442 mil vagas. No mês passado, o saldo foi proveniente de 1.623.079 trabalhadores admitidos e de 1.410.127 desligados.

Contudo, os dados compilados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes ao mercado de trabalho formal em junho interromperam uma série de cinco meses de recorde. Além disso, não foram suficientes para ajudar a atingir a marca de 1,5 milhão de empregos com carteira assinada prevista pelo ministro na primeira metade do ano. "Eu previa mais, é verdade, mas isso não altera previsão para o ano", disse Lupi. A meta do governo é atingir a criação de 2,5 milhões de empregos líquidos este ano, o que, se for confirmado, colaborará para um saldo total de 15 milhões de empregos desde o início do governo Lula. "A cada dia, nos aproximamos mais do número da meta."

Lupi enfatizou que, apesar do número mais baixo no mês passado, em relação a meses anteriores, não se trata de uma queda na geração de vagas. "É que vocês estão acostumados a ganhar de goleada de 6 a 0 e agora, foi 3 a 0", brincou o ministro com jornalistas. "Não houve redução. Aliás, o número é mais do que o dobro do gerado em 2009, mas é claro que está havendo acomodação na contratação", admitiu. Ele explicou que parte deste movimento deve-se a término de obras da construção civil e parte pode ser atribuída à diminuição de contratações no setor de serviços, em especial, de educação, por conta das férias escolares.

Para o ministro, o dado de junho não gera qualquer preocupação em relação à economia brasileira ou ao mercado de trabalho. "O Brasil terá um dos melhores segundos semestres da história. Será um saldo de emprego de mais de 1 milhão de vagas", previu. "Estes dados mostram que o Brasil será uma das principais locomotivas da economia mundial", acrescentou.

Julho

Para o resultado deste mês, Lupi voltou a fazer um prognóstico otimista. "Em julho volta a crescer bem. Não posso afirmar que voltará a ser recorde, mas a safra da soja começa a crescer", exemplificou. Ele acredita que, mesmo na comparação com o resultado do segundo semestre do ano, quando o Brasil já apresentava robustez da economia após o impacto da crise financeira internacional, haverá crescimento na segunda metade deste ano. "Será igual ou um pouco melhor."

Um dos motivos que levam o ministro a não apostar em números muito maiores a partir de agora foi a saída do Brasil da Copa mais cedo do que "o imaginado". "Muitos empresários se prepararam para que o Brasil fosse mais longe no mundial", comentou. Em compensação, lembrou, a eleição tende a aquecer o mercado de trabalho. Ele citou que os segmentos mais afetados pelo advento político são os de telecomunicações, de gráficas e de produção de papel e celulose. Indagado sobre se não se tratariam de vagas criadas informalmente, o ministro evitou entrar no mérito inicialmente, mas, depois, comentou: "Claro que deve crescer o mercado informal também. Não sou cego!"

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