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Lula volta a criticar cassino internacional e reforça que manterá PAC

RIO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a bater forte na crise financeira internacional e reafirmou que os países mais pobres não podem ser punidos pelo que chamou de cassino montado na economia dos Estados Unidos. Em discurso inflamado para uma platéia de metalúrgicos presentes ao batismo da plataforma P-51, no estaleiro BrasFels, em Angra dos Reis, Lula não poupou críticas ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e aos bancos internacionais.

Valor Online |

Mais tarde, garantiu que a prioridade neste cenário de turbulência será garantir as obras de infra-estrutura previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

"Quando era no Brasil, um monte de gente dava palpite. Cadê os palpites na crise dos Estados Unidos. Por que o FMI não está dando palpite? Porque a crise é deles. Tentei duas vezes discutir a crise no G8, mas eles não queriam. Queriam discutir meio ambiente, para poder falar da Amazônia" , afirmou o presidente.

Lula fez questão de frisar que, apesar da profundidade da crise internacional - segundo ele a maior turbulência dos últimos 50 anos - a economia brasileira segue relativamente bem protegida. Para ele, o problema tem que ser resolvido pelas próprias economias de países desenvolvidos. "Brincaram com a economia, com a política de financiamento, e na hora em que a porca entorta o rabo, sobra para nós", reclamou.

Mais tarde, em encontro com jornalistas, Lula reiterou as críticas e comentou as medidas tomadas nos últimos dias, como a redução do compulsório, garantia de recursos para exportadores e aumento de liquidez para bancos pequenos e médios. Segundo ele, ainda não se tem definido o tamanho exato da crise e amanhã o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, vão aos Estados Unidos para terem uma avaliação mais concreta do problema.

Lula cobrou medidas concretas das diretorias dos bancos centrais mundiais para tentar coibir a especulação financeira global. "Qual a explicação para o preço do petróleo estar a US$ 150, se não a especulação no mercado futuro. Qual a explicação do aumento repentino das commodities senão uma especulação no mercado financeiro. Por que o petróleo passou de US$ 150 para US$ 85?", questionou.

Lula ponderou que, enquanto a alavancagem máxima de um banco de investimentos no país é de 10 vezes o seu patrimônio líquido, nos Estados Unidos esse patamar chega a 35 vezes, o que, segundo o presidente, é uma demonstração de que "estão vendendo financiamentos que não podem garantir".

O presidente afirmou que a prioridade do governo neste cenário de turbulência será manter as obras de infra-estrutura contidas no PAC. "Nós não vamos parar o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), por exemplo. Não queremos parar o Arco Rodoviário, não queremos parar as rodovias que estamos fazendo, a refinaria da Petrobras. Porque é com o sucesso desses investimentos que a gente terá garantido mais recursos para novos investimentos", afirmou.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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