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Lula visita Cristina. E surge Chávez

A visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à sua colega argentina, Cristina Kirchner, teve um terceiro e incômodo participante. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, insistiu e conseguiu reter Lula em Buenos Aires por mais 1h30 para que pudessem conversar reservadamente por cerca de 40 minutos no Palácio San Martín, a sede da chancelaria argentina.

Agência Estado |

Patrocinado pela própria Cristina Kirchner, o encontro permitiu um acordo entre os três líderes sobre a realização de um esforço comum para incentivar a produção de fertilizantes, insumo agrícola derivado do petróleo que tem pressionado a alta nos preços dos alimentos e, portanto, a inflação dos três países.

Nos últimos dois dias, o encontro entre Lula e Chávez não era confirmado pelo Itamaraty, que resistia ao agendamento desse evento improvisado, em território alheio, que poderia ofuscar a tentativa de fortalecer a relação Brasil-Argentina. O governo argentino, entretanto, disparava informações mais positivas sobre o encontro e deixava claro seu interesse na sua realização.

"Esse encontro estava previsto e imprevisto", reconheceu ontem o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, pouco antes da partida de Lula a Brasília.

Chávez acabou chegando a Buenos Aires a tempo de falar com Lula ao final do almoço oferecido por Cristina Kirchner. Segundo Amorim, uma nova conversa entre os três presidentes sobre as medidas de incentivo à produção de fertilizantes deverá ocorrer em Pernambuco no próximo dia 6 de setembro, depois da inauguração de um investimento argentino na geração de energia eólica por Lula e Cristina. Chávez chegará algumas horas depois para tratar desse novo tema na agenda trilateral, que até então estava centrada na questão energética.

Estranheza

O encontro trilateral de ontem causou estranheza no Itamaraty e no Palácio do Planalto, especialmente por ter sido mais uma tentativa de Chávez de abordar o presidente Lula em um compromisso internacional. Em 18 de julho, Lula desembarcou em Riberalta, na Bolívia, para um encontro com o presidente boliviano, Evo Morales. Chávez não só compareceu como constrangeu Lula a aumentar o valor do financiamento brasileiro para a construção de rodovias na Bolívia.

Na semana seguinte, o ímpeto de Chávez acabou contido pelo primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates. Em visita oficial a Lisboa, no dia 23, o venezuelano tentou estender sua estadia para participar da cúpula da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que se daria dois dias depois. Conforme relatou ao próprio presidente Lula, Sócrates negou o pedido a Chávez, sob o argumento óbvio de que a Venezuela não faz parte da comunidade, e o fez retirar-se de Portugal antes da chegada de seus convidados.

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