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Lula vê prazo de um ano para Obama resolver crise

GENEBRA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva dá um aviso: se o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, não apresentar bons resultados dentro de um ano, todo mundo vai cair em cima dele. Como o próprio Obama já definiu, sua principal tarefa no curto prazo é tirar a economia americana da recessão atual, que afeta o resto do mundo.

Valor Online |

Em entrevista publicada hoje pela revista francesa L´Express, Lula conclama mais uma vez por regulação do mercado financeiro internacional, reclamando que "não se pode mais viver sob o reino dos yuppies da financeira que vendem pedaços de papel sem produzir um lápis ou caneta e ganham verdadeiras fortunas porque alcançam objetivos teóricos que não tem nada a ver com o sistema produtivo".

No título da entrevista, Lula esclarece que na presidência "não aumentou o ego" e concorda que os tempos atuais são para homens fora do circuito político tradicional chegarem ao poder.

Ele compara seu destino e o de Obama e estima que o presidente eleito americano, como ele, não tem direito ao erro, porque senão vão dizer que "não sabem governar, não têm nível, não sabem fazer as coisas". Por isso, se diz otimista, "porque ninguém tanto quanto ele tem interesse a ter sua presidência bem sucedida".

No caso brasileiro, o presidente Lula chama de pessimistas os que apontam forte queda no crescimento econômico brasileiro em 2009, no rastro da recessão internacional.

Lula diz que, "na verdade o Brasil é hoje o país mais bem preparado para enfrentar a crise". Menciona a dívida líquida pública de 36% do PIB, reservas internacionais superiores à dívida externa, além de ver o mercado interno em "plena expansão".

Lula diz que o governo vai continuar a investir em infra-estrutura, energia e urbanismo. Em uma mostra de que o governo em Brasília não crê em crise, avisou que, para a visita do presidente francês, Nicolas Sarkozy, na semana que vem ao Rio, está "muito interessado" por aviões de combate Rafale e submarinos nucleares franceses.

(Assis Moreira | Valor Econômico para Valor Online)

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