BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá sancionar nos próximos dias a lei que amplia o prazo da licença-maternidade de quatro para seis meses. A informação é do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que disse que Lula vai liberar o benefício, apesar do custo de R$ 800 milhões anuais para o setor público (Previdência).

O ministro disse que o governo arcará com todo o custo adicional do benefício, não cabendo nada mais ao setor privado. Ele informou ainda que ontem, na reunião do Conselho Político no Palácio do Planalto, ele apenas cumpriu o dever de informar a Lula o custo da renúncia fiscal que caberá aos cofres públicos.

Na Câmara dos Deputados, hoje, Mantega negou ser contra o benefício e ainda ter indicado a Lula que vetasse a nova legislação.

Ontem circularam informações de que o Ministério da Fazenda teria recomendado o veto à proposta de elevar de quatro para seis meses a licença-maternidade, alegando a renúncia fiscal de R$ 800 milhões. Os dois meses adicionais são facultativos, mas a empresa que os conceder poderá abater o salário bruto da funcionária do imposto de renda. Lula teria ficado irritado com a possibilidade de ter que vetar uma proposta com forte apelo popular.

(Valor Online)

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