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Lula vai decidir sobre Nossa Caixa

Depois de acertar os detalhes finais da compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil com o governador José Serra (PSDB), o ministro Guido Mantega, da Fazenda, explicou ao governador que quem vai bater o martelo da compra, pelo lado do governo federal, não é a direção do Banco do Brasil, mas o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mantega ficou de buscar essa autorização com Lula entre ontem e hoje.

Agência Estado |

Na última rodada de negociações, anteontem, em Brasília, Serra esteve acompanhado por seu secretário de Fazenda, Mauro Ricardo Costa, que é o negociador pelo lado paulista.

Serra também explicou a Mantega que a venda da Nossa Caixa precisa ser autorizada pela Assembléia Legislativa de São Paulo. O governador disse que já tem praticamente redigido o projeto, que será enviado à Assembléia com caráter de urgência tão logo Mantega comunique a aprovação de Lula para os termos do negócio.

Serra e Mantega também discutiram a tramitação desse projeto na Assembléia e os dois concordaram em que não deverá haver problemas para aprová-lo, já que é de alto interesse tanto da base aliada do governo paulista na Assembléia quanto do governo federal. Mantega tranqüilizou Serra e garantiu que o governo Lula poderia ajudar a contornar uma eventual reação da bancada do PT.

Fontes próximas às negociações entre Banco do Brasil e o governo de São Paulo afirmaram que a venda pode ser concluída entre hoje e segunda-feira, mas ainda dependerá do aval do legislativo paulista. A negociação tem girado entre R$ 5,5 bilhões e R$ 6,5 bilhões, apesar de Mantega e Serra terem negado que o valor da operação já esteja fechado.

Parlamentares da base governista e da oposição disseram ontem que dificilmente o projeto enfrentaria resistências para ser aprovado. A base aliada do governo paulista é favorável à venda, sobretudo porque parte dos recursos vai compor o dinheiro da agência de fomento que o governo paulista está criando, uma espécie de Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) do Estado, para subsidiar investimentos em São Paulo.

A oposição também não pretende criar empecilhos porque, com essa operação, o Banco do Brasil ampliará a sua presença no mercado. Embora não ultrapasse a nova holding financeira Itaú-Unibanco no ranking das maiores instituições do País, o BB se aproximaria do grupo e somaria R$ 54 bilhões aos seus R$ 416 bilhões de ativos.

A expectativa de tramitação do projeto de lei que autoriza a venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil é de cerca de dez dias, já que a perspectiva é de acordo entre governistas e oposição. O governo paulista tem 71,25% do capital da Nossa Caixa. Os 28,75% restantes são dos acionistas minoritários.

A expectativa de que o banco possa ser vendido em breve refletiu no desempenho das ações. Enquanto o setor bancário nacional seguiu a trajetória negativa do mercado financeiro ontem, os papéis da Nossa Caixa subiram 13,07%.

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