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Lula sela aliança com Cuba com acordo energético e reunião com Fidel

Havana, 31 out (EFE) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva selou hoje sua aliança com Cuba com o desembarque da Petrobras na prospecção de águas profundas da ilha, voltou a se reunir com o ex-líder Fidel Castro e destacou seu desejo de que Barack Obama vença as eleições dos Estados Unidos de 4 de novembro. Lula ratificou em Havana seu desejo de ser parceiro número um de Cuba e conseguiu que o presidente cubano,o general Raúl Castro, confirme isso com uma viagem ao Brasil em dezembro, a primeira que fará ao exterior desde que substituiu seu irmão mais velho na Presidência, em julho de 2006. Raúl Castro e Lula assistiram hoje à assinatura de um contrato da Petrobras e da Cuba Petróleo (Cupet), pelo qual a petrolífera brasileira adquire os direitos de exploração e prospecção no bloco 37 da Zona Econômica Exclusiva cubana (ZEE) no Golfo do México. Depois, o governante brasileiro se reuniu por cerca de duas horas com Fidel, a quem também tinha encontrado em janeiro. O chefe de Estado cubano contou a jornalistas no aeroporto José Martí de Havana, onde se despediu de Lula no final de sua estadia de 22 horas na ilha, que acompanhou o presidente brasileiro durante seu encontro com o ex-líder cubano com a idéia de que a reunião duraria 15 minutos. No entanto, no final ambos ficaram conversando por cerca de duas horas. No ato da assinatura do acordo Cupet-Petrobras, Lula criticou os países desenvolvidos e particularmente os Estados Unidos pela crise fi...

EFE |

), vamos encontrá-lo", acrescentou.

Por sua parte, Raúl ressaltou a importância do acordo e o bom andamento dos memorandos assinados em janeiro, durante a última visita de Lula, que serviram para desenvolver relações econômicas em campos como a cooperação científica e agrícola.

O presidente cubano disse que os dez acordos firmados em janeiro "estão caminhando em bom ritmo".

O general elogiou a existência de petróleo nas águas da Zona Econômica Exclusiva cubana, porque "na parte que coube aos Estados Unidos tem petróleo, na do México igualmente".

"Deus não pode ser tão injusto para que nós não tivéssemos nada", disse.

Além do plano comercial, Lula disse ser favorável a que o candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, vença as eleições americanas na próxima terça-feira e comparou sua eventual vitória com o processo político vivido pela América Latina.

"Da mesma maneira que o Brasil elegeu um metalúrgico, a Bolívia um indígena (Evo Morales), a Venezuela (Hugo) Chávez e o Paraguai um ex-bispo (Fernando Lugo), acho que será uma coisa extraordinária se na maior economia do mundo um negro for eleito presidente", disse Lula em Havana.

Além disso, se referiu ao recente triunfo, por 185 votos a favor, da resolução cubana apresentada na Assembléia Geral da ONU contra o embargo que os Estados Unidos mantêm contra a ilha desde 1962 e previu que o final desse bloqueio está "muito próximo".

"Eu espero que, depois das eleições nos EUA, qualquer que seja o presidente eleito tome a decisão de pôr fim a esse bloqueio inexplicável e inaceitável", destacou.

Também manifestou sua "alegria" por "receber a notícia de que sua excelência (Raúl) finalmente vai ao Brasil em dezembro", para assistir à Cúpula da América Latina e do Caribe sobre Integração e Desenvolvimento que será realizada na cidade de Salvador. EFE jlp/db

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