BRASÍLIA - Após quase três horas de reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os dirigentes das principais centrais sindicais afirmaram que Lula ficou sensibilizado com as reivindicações apresentadas pelos sindicalistas que vão do aumento do salário mínimo até a redução de juros.

"O presidente Lula ficou sensibilizado com todas as questões que colocamos. Ele disse que irá ficar a disposição até o final de janeiro para debates sobre os efeitos da crise", afirmou o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira (PDT-SP).

Em tom de cobrança, os sindicalistas pediram ao presidente a redução em dois pontos percentuais da taxa básica de juros (que é definida pelo Banco Central, em reunião do Copom, marcada para o dia 21 deste mês) além da redução dos spreads bancários.

O presidente mostrou sensível e favorável a necessidade de reduzir juros. Não só os juros da taxa Selic, mas também a questão de spread bancário. Ele [o presidente] disse que irá fazer uma reunião na próxima quarta com o sistema financeiro para discutir esta questão. Queremos medidas mais duras para garantir credito e garantir a diminuição da taxa de juros, disse o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique.

Outras reivindicações apresentadas pelos dirigentes incluíam o aumento de 15% no valor do salário mínimo (hoje de R$ 415) e medidas concretas para conter as demissões. "Deixamos claro ao presidente Lula que o movimento sindical não vai aceitar demissões. Vamos paralisar conjuntamente as empresas que demitirem em massa e sabemos que tem muitos patrões pegando carona na crise para impor redução de salários e flexibilização dos direitos sociais. Vamos reagir com energia a esta ofensiva reacionária e cobraremos solidariedade do nosso presidente, que já foi sindicalista e operário", acrescentou o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes.


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