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Lula se queixa da burocracia oficial ao conceder crédito

Diante das queixas de produtores do Centro-Oeste, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou ontem dos bancos a redução da burocracia nos processos de financiamentos. Em entrevista ao programa de rádio Café com o Presidente, divulgado pela manhã, ele disse que o fim da burocracia garantirá que o crédito volte à normalidade.

Agência Estado |

"É preciso diminuir a parte burocrática do governo e dos bancos, para que voltemos à normalidade no crédito brasileiro, sobretudo se nós levarmos em conta a micro e a pequena empresa", afirmou Lula.

As reclamações ouvidas pelo presidente nos últimos dias, no entanto, partiram de grandes empresários e grandes produtores. Por meio de assessores do governo e ministros, os produtores e empresários se queixam especialmente do Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Numa audiência no Palácio do Planalto na semana passada, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, relatou a Lula que grandes agricultores do Centro-Oeste ainda não tiveram acesso a uma linha de crédito de cerca de R$ 500 milhões, anunciada em 18 de novembro.

Essa medida foi uma das primeiras anunciadas pelo governo para combater a crise financeira internacional e dar segurança aos agricultores. À época, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a linha do BNDES para refinanciamento de dívidas de investimentos. Os grandes agricultores do Centro-Oeste reclamaram que não estão conseguindo pagar o financiamento feito para a compra de máquinas e equipamentos. O dinheiro anunciado pelo CMN, porém, não chegou aos produtores. Lula ficou indignado, segundo pessoas próximas, com a demora do BNDES.

No programa, Lula disse ainda que a associação do Banco do Brasil com o Votorantim vai injetar ânimo no mercado de carros usados. "É por isso que nós fizemos associação com o Banco Votorantim. Para que a gente possa fazer com que a cadeia de carros usados volte a funcionar corretamente", disse Lula. No dia 9 de janeiro, o BB anunciou a compra de 49,9% do capital do Votorantim.

Ele defendeu também o aumento dos empréstimos dos bancos públicos às empresas, desde que haja criação de novos empregos. "Quando eles (bancos públicos) fizerem os empréstimos, que isso esteja ligado à geração de postos de trabalho", disse o presidente. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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