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Silêncio e irritação marcaram as declarações oficiais em Washington do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre a compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil. Lula negou que vá discutir com o governador de São Paulo José Serra o fechamento do negócio.

O presidente não sinalizou, também, quando as negociações poderão ser concluídas.

Mantega, por sua vez, se irritou ao ser perguntado sobre a negociação, durante entrevista que concedeu para anunciar os resultados da reunião do G-20. "Olha, esse assunto, realmente, não fez parte da nossa reunião do G-20. A Nossa Caixa não entrou na discussão", ironizou o ministro, demonstrando insatisfação mesmo diante da ponderação de que os poderes dados ao Banco do Brasil, pela MP 443, em tramitação no Congresso, fazem parte do pacote de medidas que vem sendo anunciado paulatinamente pelo governo para combater a crise no País. O assessor de Mantega, Ricardo Moraes, mais irritado ainda, ordenou o ministro que não respondesse à pergunta.

"No Brasil, nós tomamos várias medidas com a maior agilidade possível. Se você perguntar ao setor financeiro e ao setor empresarial, todos que me encontram dizem que estamos de parabéns pelas medidas tomadas e que é para continuarmos tomando", comentou Mantega, desconversando sobre a inauguração da aplicação da MP 443 para o acerto final de compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil.

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