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Lula reitera que crise internacional não afetará Brasil

Rio de Janeiro, 29 set (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou hoje sua tese de que a crise internacional não afetará a sólida economia brasileira e defendeu uma maior supervisão do sistema financeiro mundial.

EFE |

"O Brasil nunca teve uma situação tão sólida como tem agora", disse hoje de manhã no programa semanal de rádio "Café com o Presidente".

"Estamos preparados para crescer mesmo com a crise americana", afirmou Lula, que considera que o pior desastre do sistema financeiro mundial desde a Grande Depressão dos anos 1930 está limitado aos Estados Unidos e a seus mercados financeiros.

O Brasil está a salvo "porque nós estamos exportando mais, porque a economia está crescendo", ressaltou.

O presidente comentou os recentes indicadores divulgados pelo IBGE que mostram redução do desemprego para 7,6% em agosto, 1,9 ponto percentual abaixo dos números registrados no mesmo mês de 2007.

"O nosso mercado interno, na medida em que a gente está crescendo, as empresas estão crescendo, fazendo novos investimentos (...) poderá sustentar grande parte da nossa economia", disse.

No entanto, pela primeira vez admitiu a possibilidade de algum impacto da crise no Brasil.

"É importante que o povo brasileiro saiba que uma crise de recessão num país importante como os EUA pode trazer problemas a todos os países do mundo, porque eles representam a maior economia do mundo", destacou.

Lula deixou claro que se o Brasil tiver que passar por algum aperto, "será muito pequeno", e garantiu que a economia conta com um forte mercado interno e tem diversificado sua carteira de exportações vendendo para novos clientes, e não apenas aos americanos.

Também reiterou sua proposta de que o sistema financeiro internacional seja melhor supervisionado pelos bancos centrais e defendeu a convocação de uma reunião na sede do Banco de Compensações Internacionais (BIS, em inglês), com sede em Basiléia, na Suíça.

Lula propôs "medidas duras para investigar e controlar o sistema financeiro no mundo".

O presidente insistiu que já não se pode permitir que os bancos sejam transformados em "verdadeiros cassinos" e que façam apostas sem medir as conseqüências, por isso exigiu que as instituições dos EUA e da Europa "assumam responsabilidades". EFE ol/wr/rr

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