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Lula reclama de falta de crédito no País e diz que pior da crise já passou

BRASÍLIA - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, reclamou nesta quinta-feira da falta de crédito no mercado nacional. De acordo com ele, cerca de 80% dele depende de decisões dos agentes nacionais para sua circulação. Ele atrelou o problema à demora que existe para que as medidas anunciadas pelo governo comecem a surtir efeito.

Carollina Andrade e Severino Motta, Santafé Idéias |

 

A máquina estava preparada para funcionar em um processo de normalidade, mas para funcionar em um processo de anormalidade precisamos colocar mais óleo nesta máquina pra que ela possa fluir, acrescentou.

Confiança em Obama

O presidente afirmou também que o pior da crise financeira mundial já passou. Na avaliação de Lula, o presidente eleito Barack Obama não poderá se desgastar em seu primeiro ano na presidência dos Estados Unidos sem que resolva a crise.

O pior da crise financeira já passou. Eu espero que o Obama, que acabou de ganhar as eleições com força política inédita, não vá se desgastar num ano sem resolver essa crise. Ele vai resolver a crise americana. Ele é inteligente o suficiente para tomar as decisões sem que a crise se propague. Tenho convicção disso, acrescentou Lula durante da 28ª reunião plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

Segundo o presidente, a crise teve origem em um sistema financeiro que ousou vender o que não tinha e ousou ganhar dinheiro sem que as operações pudessem gerar um único botão como resultado da produção.

É verdade que a gente não sabe tudo ainda, mas o que sabemos é suficiente para dizer que, ou o sistema financeiro internacional muda, ou os Estados regulam para que ninguém possa vender o que não tem ou voltamos a ter crises como essa, acrescentou Lula.

Grupo de trabalho

O presidente Lula reclamou da demora que há para que as medidas anunciadas pelo governo comecem a surtir efeito, mas garantiu que não há culpado para este atraso.

Lula lembrou ainda que as medidas anunciadas pelos governos estrangeiros ainda não surtiram efeitos. As medidas que o Bush (George Bush, presidente dos Estados Unidos) anunciou não entraram em vigor ainda, as do Gordon Brown (primeiro-ministro britânico), Sarkozy (presidente da França), também não entraram em vigor. Entre anunciar medidas e a máquina estar preparada para sair na ponta leva alguns dias. Para o sistema parece ser normal, mas para quem precisa do remédio demora demais.

Para acelerar o processo, o presidente sugeriu ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, e ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que se crie um grupo de trabalho para criar mecanismos para que os efeitos das decisões do governo sejam aceleradas. Sugiro que se crie um pequeno grupo de trabalho para acompanhar o processo entre a decisão de chegar aos bancos e ser executada, se pode diminuir o prazo pois nesse momento de pouca liquidez o prazo tem importância fundamental, afirmou.

Mudança de discurso

Lula rebateu críticas sobre o seu otimismo em relação à crise e justificou a mudança de seus discursos. Época de crise é época de apertar o cinto, e eu tenho sido acusado do meu excesso de otimismo. Fico imaginando, se o presidente não for otimista em relação a crise, quem será otimista?! É como um pai dentro da sua casa, se ele não chegar em casa e disser que vai garantir o pão de cada dia, para que serve esse pai se ele não for capaz de despertar a esperança nos filhos, acrescentou o presidente.

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