Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Lula quer discutir novas regras para o mercado

O presidente Luis Inácio Lula da Silva quer começar a tratar com os líderes europeus o day after do tombo das bolsas de valor em todo o mundo. Hoje, o tema entrará nos debates no encontro de Lula com o primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodriguez Zapatero, em Toledo.

Agência Estado |

A partir das decisões da Europa e Estados Unidos nos últimos dias de dar garantias a seus mercados e bancos, o Palácio do Planalto estima que está na hora de começar a debater de que forma as regras financeiras serão redesenhadas e como um novo sistema multilateral poderá ser estabelecido. A percepção é de que o G7 (grupo dos sete países mais ricos do mundo) não dará mais conta de responder à crise.

Ontem, Lula chegou a Madri e hoje viaja até Toledo para receber um prêmio pela introdução do espanhol nas escolas públicas. Seus assessores garantem que o presidente continua otimista com a capacidade do Brasil de enfrentar a crise. Mas está cada vez mais claro para o Palácio que um impacto da turbulência será sentido no Brasil. Poucos minutos depois de chegar, telefonou ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que está nos Estados Unidos. Lula quis saber detalhes das reuniões de ontem em Washington.

Segundo o assessor especial de Relações Exteriores da presidência, Marco Aurélio Garcia, no sábado começou a ser organizada nos bastidores uma reunião de cúpula entre o G-7 e cinco mercados emergentes - Brasil, China, Índia, México e África do Sul. Garcia esclareceu que ainda não há uma data para a reunião, mas há um consenso de que ela deve ocorrer.

Na avaliação do governo, as novas regras financeiras terão de ser redesenhadas com a participação dos países emergentes, o que incluiria uma nova estrutura de organização do sistema. Na prática, trata-se do fim do G-7 como única esfera de tomada de decisões. Na nova estrutura, a esperança é de que os emergentes tenham um peso maior na elaboração da regras. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG