Hanói, 10 jul (EFE) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje a necessidade de ampliar os contatos comerciais com os países asiáticos para fortalecer a economia brasileira, no final de sua visita oficial de um dia ao Vietnã. Antes de viajar para o Timor-Leste, Lula assegurou a vários jornalistas que a diversificação das relações internacionais e dos produtos dá ao Brasil a oportunidade de ocupar um espaço no mercado internacional. Ele também admitiu que, até o momento, a Ásia ainda é uma matéria pendente para o país. É incompreensível que não tenhamos participação em um país de 200 milhões de habitantes como a Indonésia, afirmou Lula, que faz uma viagem pela Ásia, iniciada no Japão, onde se realizou a Cúpula do Grupo dos Oito (G8, sete nações mais ricas do mundo e a Rússia). Após visitar o Japão, o presidente seguiu ao Vietnã. Lula ainda vai ao Timor-Leste e à Indonésia e, no sábado, retorna ao Brasil.

O presidente, que assinou quatro acordos de cooperação com o Vietnã, se mostrou confiante em manter o ritmo ascendente de troca comercial bilateral e de terminou este ano com um volume de US$ 500 milhões e chegar a US$ 1 bilhão em 2010.

Ao fazer um balanço da visita, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, destacou o "interesse" mostrado pelos vietnamitas em comprar aviões de fabricação brasileira para uso civil e militar, e em ampliar as relações em outros setores, como o energético, o petrolífero e o agrícola.

Os acordos assinados são em ciência e tecnologia, esportes e luta contra a pobreza, além de tratarem da criação de uma comissão mista governamental.

Lula assinalou o caráter "simbólico" da visita, a primeira de um presidente brasileiro ao Vietnã, e o significado particular para as pessoas de sua geração.

"Minha geração acompanhou a Guerra do Vietnã e o exemplo de sua luta me tornou um defensor dos desfavorecidos", destacou Lula.

Por essa razão, o presidente aproveitou a visita ao país para saudar o general Vo Nguyen Giap, de 98 anos, um dos principais estrategistas da vitória vietnamita durante as guerras contra a França e os Estados Unidos.

"Não podia partir do Vietnã sem visitar o general. Fiquei muito emocionado", disse Lula, após sair da casa em Hanói, onde mora o veterano militar aposentado, que lhe presenteou com um de seus livros de memórias históricas.

Sobre sua visita ao Timor-Leste, que começa na sexta-feira, Lula emoldurou a viagem em um contexto cultural e de compromisso político: "É o irmão mais velho que vai visitar o irmão mais novo".

EFE jpc/ab/db

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