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Lula propõe obras ao invés de pagar mais ao Paraguai por Itaipu

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva espera pela proposta paraguai de um preço maior pela energia que a usina binacional de Itaipu fornece ao Brasil, mas antecipou que seu país pode ajudar o vizinho em termos de energia de outras formas, segundo declarações ao jornal argentino El Clarín deste domingo.

AFP |

"Eu já disse ao (presidente paraguaio Fernando) Lugo a mesma coisa que dizia ao Nicanor (Duarte Frutos, ex-presidente paraguaio): mudar o tratado de Itaipu significa fazê-lo passar pelo Congresso, e ele não vai passar. O congresso brasileiro não aceitará discutir esta questão", afirmou Lula.

O presidente brasileiro recordou que esse tratado, de 1973, dispõe que a produção de Itaipu seja dividida em partes iguais entre os dois países, mas fixa que toda a energia que o Paraguai não utilizar deve ser vendida ao Brasil devido ao fato deste país ter praticamente financiado a obra.

Lula disse que o preço que seu país paga e o que Lugo pedirá para aumentar em 17 de setembro, quando visitar Brasília, "sempre é relativo: hoje o Brasil paga mais pela energia que compra do Paraguai do que se paga aqui dentro", argumentou.

"Vou a esperar que Lugo apresente as exigências paraguaias para conversar o que se pode fazer", anunciou. "O Brasil tem que fazer tudo que é necessário para facilitar a vida do Paraguai, um país pequeno".

O chefe de Estado brasileiro disse não encontrar justificativa para que seus vizinhos, que geram 12.000 megavatts em Itaipu, "todos os dias tenham apagões em Assunção".

"O Brasil assumiu o compromisso de fazer uma linha de transmissão financiada pela parte brasileira de Itaipu até Assunção", recordou, para exemplificar o que seu país pode fazer pelo vizinho em relação à questão.

Lula disse ainda que, no geral, o Mercosul tem um problema energético que só poderá ser resolvido explorando ao máxijo as possibilidades de cada país membro e atuando em comum.

"Por isso analisamos com a Argentina a possibilidade de construir a hidroelétrica binacional de Garabi, que dará 3000 megavatts de energia para repartir entre ambos. E se chegar a fazer frio na Argentina, a totalidade poderá ir para lá", sugeriu.

Segundo ele, não se pode depender do gás porque não há suficiente para explorar.

"A última vez que estive com a presidente (argentina Cristina) Kirchner e com (o presidente boliviano) Evo Morales, ficou claro que a Bolívia, neste momento, não tem como cumprir os contratos com a Argentina", comentou.

str/rs/cn

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