O presidente Luiz Inácio Lula da Silva leu hoje, no Itamaraty, um texto em que declara a necessidade de aumento do comércio entre o Brasil e o Chile e afirmou que é necessário um aprofundamento da identidade sul-americana também na moeda. "O Brasil quer estender ao Chile a experiência que temos com a Argentina de transações comerciais em moeda local", disse o presidente brasileiro, após encontro com o colega chileno, Sebastián Piñera, na primeira visita oficial deste ao Brasil depois de eleito.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva leu hoje, no Itamaraty, um texto em que declara a necessidade de aumento do comércio entre o Brasil e o Chile e afirmou que é necessário um aprofundamento da identidade sul-americana também na moeda. "O Brasil quer estender ao Chile a experiência que temos com a Argentina de transações comerciais em moeda local", disse o presidente brasileiro, após encontro com o colega chileno, Sebastián Piñera, na primeira visita oficial deste ao Brasil depois de eleito.<p><p>"Nossa aposta na integração não tem volta. Mas isso não basta, precisamos reformar uma arquitetura econômica e financeira global que privilegia a especulação e remunera a ganância", declarou Lula, acrescentando que considera Brasil e Chile "peças fundamentais para a estabilidade na América Latina e no Caribe." Segundo o presidente brasileiro, aos países da região "não interessa ser ilhas de prosperidade num oceano de insatisfação e frustração." Ele disse que, por isso, o Brasil está reforçando a presença na missão no Haiti.<p><p>A parceria entre Brasil e Chile, de acordo com Lula, "se assenta em bases sólidas", e por isso as economias dos dois países não sucumbiram à crise econômica global. "Reagimos, resistimos à tentação de protecionismo, de modo que nosso intercâmbio comercial já recuperou os níveis pré-crise", declarou o presidente. Lula, que não compareceu à recente posse de Piñera, em Santiago, encerrou a leitura do discurso dizendo que, antes de terminar seu mandato, fará uma visita ao Chile.
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