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Lula promete anunciar novas medidas anticrise este mês

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu que o governo vai adotar novas medidas para conter os efeitos da crise financeira internacional no País. Sem entrar em detalhes, Lula afirmou que o governo está trabalhando com governadores e prefeitos das capitais brasileiras e que vai anunciar novas ações ainda neste mês de janeiro, principalmente em relação a investimentos.

Agência Estado |

"Eu disse agora há pouco ali na minha fala que, em economia, muitas vezes a gente não pode ficar anunciando o que vai fazer, porque os efeitos podem ser nefastos na própria economia", disse, durante a abertura da 36ª Couromoda - Feira Internacional de Calçados, Artigos Esportivos e Artefatos de Couro, realizada no Parque Anhembi, em São Paulo.

"Mas estejam certos de que nós vamos tomar todas as medidas. Este mês de janeiro é um mês em que nós estamos trabalhando para que a gente prepare todas as medidas. Como nós anunciamos o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no dia 22 de janeiro de 2007, nós vamos ter medidas importantes para anunciar neste mês de janeiro, estamos trabalhando, preparando", afirmou.

"Neste mês ou no começo do próximo mês vamos ter uma reunião com alguns governadores de Estados para discutirmos, conjuntamente, o que pode ser feito entre o governo do Estado, o governo federal e as prefeituras, sobretudo das capitais. O momento está exigindo de nós mais competência, mais agilidade, e o que nós queremos, na verdade, é mais investimento", acrescentou.

Lula manteve o discurso otimista e rejeitou as previsões dos analistas econômicos consultados na pesquisa Focus do Banco Central (BC) divulgada hoje, que reduziram suas expectativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 para 2% - na pesquisa divulgada na semana passada, a previsão era de 2,4%. "Vão errar. Podem ficar certos de que vão errar. Eu só estou dizendo que os economistas que estão apostando no crescimento de 2% vão errar. Agora, mesmo com esse pessimismo, veja a diferença do Brasil para os outros países", declarou.

"O problema é que no mundo desenvolvido eles estão discutindo a recessão, e nós estamos discutindo se vamos crescer 4, 3, 2 ou 5%. Nós, governo, vamos trabalhar para crescermos o máximo possível, e o governo continua trabalhando com a possibilidade de fazer com que o crescimento chegue a 4%", continuou.

Em seu discurso, disse que o compromisso com o crescimento econômico é também dos governadores e dos prefeitos. Na abertura do evento, estavam presentes os governadores tucanos José Serra (São Paulo) e Yeda Crucius (Rio Grande do Sul) e o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (DEM).

"E eu tenho certeza de que esse é o compromisso do Serra, do Kassab, da Yeda, de todos os governadores. Porque se nós não tomarmos a iniciativa de fazer as coisas acontecerem nesse primeiro trimestre, aí sim, nós poderemos correr o risco de fazer com que a crise chegue aqui mais forte do que deveria chegar", afirmou. Já ao se referir ao presidente eleito dos EUA, Barack Obama, Lula disse que ele "está com um pepino muito grande".

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