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Lula prevê baixo impacto no país

A balança comercial, a expansão do mercado interno e as reservas internacionais de US$ 205 bilhões permitem ao governo ficar tranqüilo, porém atento diante da crise financeira desencadeada nos Estados Unidos, sustentou ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula avaliou que o impacto de uma eventual recessão americana sobre a economia do Brasil será muito menor, quase imperceptível, em comparação com os efeitos das crises que assolaram especialmente os países em desenvolvimento nos anos 90.

Agência Estado |

"Pode atingir o Brasil, mas menos do que em qualquer outro momento."

Em uma clara responsabilização da Casa Branca pelo cenário atual, ele afirmou no Palácio do Planalto e, depois, no Itamaraty, que perguntas sobre a crise deveriam ser endereçadas ao presidente dos EUA, George W. Bush. Ao lado do primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, Lula relatou que nenhum chefe de Estado com quem tem falado se mostrou seguro para esboçar o impacto da crise mundo. "A cada dia há uma surpresa. Isso mostra que o cassino imobiliário era muito maior do que se poderia imaginar."

Uma das atenuantes para a economia brasileira, na avaliação de Lula, é a baixa exposição das instituições do País ao mercado imobiliário americano. "Graças a Deus, o sistema financeiro brasileiro não estava metido no subprime."

Para Lula, a expansão do mercado interno será a "grande tábua de salvação da economia brasileira", em um cenário de contaminação da crise americana no resto do mundo, e continuará a ser impulsionada pelo governo. O volume de US$ 205 bilhões acumulados nas reservas internacionais, segundo ele, será o principal "colchão" contra os possíveis impactos.

O presidente destacou ainda, como ponto de maior conforto para o Brasil, a redução da dependência das exportações brasileiras em relação ao mercado americano e a diversificação de mercados, especialmente da América Latina, África e Ásia. Há 20 anos, quase 30% dos produtos embarcados pelo Brasil se destinavam aos EUA. Em 2007, o índice caiu para 15,6%.

Lula também falou da crise ontem, na reunião de coordenação política do governo. Segundo o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, o presidente recomendou aos ministros que fiquem atentos e disse que quer conversar semanalmente sobre o assunto. Lula também pretende tratar do tema com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que não estava presente.

Na reunião, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ressaltou a necessidade de atenção para, eventualmente, fazer algum ajuste na política econômica. Para Mantega, a economia brasileira não deve perder ritmo neste ano, mas admitiu possível impacto em 2009.

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