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Lula: preço e juros cairão e brasileiro comprará mais

Com as novas medidas adotadas pelo governo para estimular a economia, o preço dos produtos e os juros cairão, o que dará ao brasileiro mais facilidade para comprar, disse hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no programa semanal de rádio Café com o Presidente. Na última semana, o governo anunciou a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), além de estabelecer novas alíquotas para o Imposto de Renda.

Agência Estado |

"O trabalhador estava com medo de comprar um carro, geladeira, fogão, televisor, porque não queria fazer um endividamento, prestações, com medo de ser mandado embora. Quando nós tomamos essas medidas, certamente o preço dos produtos vai baixar e ele vai poder fazer essa compra com uma certa tranqüilidade", avaliou.

Lula afirmou que seu governo trabalha com a idéia de que a economia brasileira precisa girar como se fosse uma roda-gigante: "Ela não pode parar porque, se o povo compra, a indústria produz, o comércio vende, e aí você mantém os postos de trabalho". O presidente reiterou seu otimismo de que o Brasil sairá vitorioso da crise.

O presidente reuniu-se na última quinta-feira com 30 dos maiores empresários do País e afirmou que durante o encontro pediu que nenhum deles dispense trabalhadores, destacando a importância de se manter o nível de emprego. "Eu assumi o compromisso de conversar com os dirigentes sindicais para saber da possibilidade de estabelecermos acordos em alguns setores que foram mais afetados."

Admitindo que os EUA vivem um "vazio de poder" até a posse do presidente eleito, Barack Obama, em 20 de janeiro de 2009, Lula repetiu esperar do novo presidente americano medidas para incentivar o setor produtivo. Destacou ainda que após essa crise financeira internacional, a economia mundial nunca mais será a mesma. "O sistema financeiro efetivamente vai ter um certo controle, porque não é possível a ciranda financeira tomar conta da economia mundial como tomou, e quando quebra quem paga são os trabalhadores, é o Estado que tem que colocar dinheiro", afirmou.

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