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Lula pede que BNDES amplie caixa contra crise

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou o BNDES a acelerar a atuação anticíclica, revelou ontem o presidente do banco, Luciano Coutinho, referindo-se ao esforço para deter a desaceleração da atividade econômica em decorrência da crise internacional. Para isso, o governo estuda alternativas para reforçar o caixa do banco no ano que vem.

Agência Estado |

"A determinação do presidente é que o banco receba o funding (capital) necessário. A questão é como", disse Coutinho. Segundo ele, o banco está com o orçamento de 2008 garantido, mas está alocando já para este ano recursos que tinham uso programados para o primeiro trimestre de 2009.

Em seminário na sede do BNDES, Coutinho disse que China e Brasil são os dois países mais preparados para enfrentar a crise. No caso brasileiro, um dos instrumentos que ajudam a combater a crise, além da "capacidade fiscal", é o BNDES, "que sustenta 70% dos investimentos em infra-estrutura".

Pela manhã, na abertura de uma feira de moda, o presidente do BNDES arriscou a previsão de crescimento médio de 5% para a economia brasileira de 2009 a 2012. No entanto, admitiu que no ano que vem haverá redução do ritmo de expansão. Ele acredita que, em 2009, o PIB crescerá "mais para 4% do que para 3,5%".

Ele disse que o BNDES está revendo o seu mapeamento de investimentos para 2009 a 2012. De acordo com ele, o banco já constatou que os investimentos em infra-estrutura vão se manter. "Não sentimos nenhum cancelamento ou postergação de projetos para infra-estrutura. Isso garante um piso de crescimento para a economia."

No planejamento anterior, para o período de 2008 a 2011, o banco identificou investimentos de R$ 304 bilhões para infra-estrutura.Coutinho informou que ainda está sendo avaliado o setor exportador em função da queda de preço com as commodities e da contração dos mercados dos países desenvolvidos nos próximos dois anos.

"No caso da indústria, alguns segmentos podem ser afetados", declarou.

Segundo o presidente do BNDES, o investimento em geral vai sofrer algum efeito da crise, mas não se deve imaginar que vai cair. O investimento, afirmou, "vai continuar firme, a uma velocidade mais baixa".

Ele informou que o banco não quer que o encarecimento do crédito no momento se propague para tarifas. Por isso, o BNDES está considerando conceder empréstimos-ponte, geralmente dados pelo mercado, para os setores de infra-estrutura. "Se transitoriamente estiver complicado, vamos ajudar", emendou.

Ele disse ainda que o mercado interno deve compensar pelo menos em parte uma desaceleração das exportações. "É difícil saber se podemos compensar plenamente, mas conseguimos compensar um parte e evitar que os efeitos de transmissão para a economia doméstica se propaguem de forma desorganizadora para o crescimento", afirmou. Para Coutinho, "haverá uma resistência do crescimento em um patamar mínimo que assegure geração de emprego".

O programa Revitaliza, de crédito para reestruturação e capital de giro para alguns setores econômicos, deve começar a operar na semana que vem, informou Coutinho. A nova regulamentação do programa já foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central. O programa terá R$ 4 bilhões e taxa de juros de 9% ao ano. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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