Em entrevista coletiva à imprensa em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que gostaria que os EUA também começassem a produzir biocombustíveis em países africanos. O presidente conclamou empresários que estavam presentes em seminário de hoje a ajudarem a mudar a matriz energética dos Estados Unidos, por saber da dificuldade que o presidente Obama deve enfrentar.

Lula disse que fica "perplexo" com o "mesmo mundo desenvolvido que pede para que a gente faça políticas ambientalistas para evitar o aquecimento global, (onde) muitos ainda não assinaram o protocolo de Kioto e não cobram nenhuma tarifa para os combustíveis poluentes e muitos ainda impõem taxas absurdas para o etanol". "Eu não consigo entender", afirmou.

O presidente disse que o País tem desafiado os EUA, a União Europeia, empresários e governos a construir "parcerias para que a gente possa apresentar ao mundo, definitivamente, uma verdadeira mudança na matriz energética".

Para isso, afirmou que é preciso "coragem". Ele diz que não precisaria falar sobre o tema agora, "pois afinal de contas acabamos de descobrir petróleo na camada pré-sal brasileira". "No dia 1º de maio, se a Petrobras não falhar comigo, nós vamos tirar o primeiro barril de petróleo a mais de 100 mil metros de profundidade", continuou.

O biocombustível, ponderou o presidente, é uma "oportunidade extraordinária para dar uma resposta ao desenvolvimento dos países mais pobres". "Combustível limpo que gera empregos. Até me sinto frustrado tendo falado tantas vezes com o presidente Bush (George W. Bush, ex-presidente dos EUA), certamente vou falar tantas vezes (com Barack Obama, atual presidente dos EUA)." "É preciso ajuda de vocês, pois sei que não é fácil para os EUA mudarem sua matriz energética", disse para o empresariado na plateia.

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